Claudia Meireles

Entenda a relação de Andrew e Epstein, que motivou punição de Charles

Irmão do rei Charles, Andrew teve envolvimento com o esquema de exploração sexual de Jeffrey Epstein, que morreu em 2019

atualizado

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Homem grisalho com o rosto bravo
1 de 1 Homem grisalho com o rosto bravo - Foto: Max Mumby/Indigo/Getty Images

A medida drástica tomada pelo rei Charles III em retirar o título de príncipe do irmão Andrew e de ordenar a saída dele da propriedade Royal Lodge ocorreu nessa quinta-feira (30/10). A história da “queda” do terceiro filho da falecida rainha Elizabeth II começou em 2019, quando ele deixou a vida pública após a repercussão da amizade com o empresário Jeffrey Epstein (1953-2019), chefe de um esquema de exploração sexual de mulheres e jovens.

Andrew deixou a vida pública, mas continuou com os patrocínios reais e títulos militares, além continuar residindo em Royal Lodge, mansão com 31 quartos. Em janeiro de 2022, Elizabeth II retirou de maneira definitiva todos os cargos militares concedidos ao terceiro filho. A decisão ocorreu após veteranos das Formas Armadas pressionarem a monarca à época, em razão da denúncia de abuso sexual exposta por Virginia Giuffre, uma das vítimas do esquema de Epstein.

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Ele já foi acusado de abuso sexual por Virginia Giuffre, uma das vítimas de Jeffrey Epstein
Andrew não deve encontrar o rei Charles I, que não comparecerá à cerimônia
A decisão do rei Charles visa afastar Andrew da família real de vez
O irmão do rei Charles está envolvido em escândalos de abuso sexual
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O irmão do rei Charles está envolvido em escândalos de abuso sexual

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Ele já foi acusado de abuso sexual por Virginia Giuffre, uma das vítimas de Jeffrey Epstein
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Ele já foi acusado de abuso sexual por Virginia Giuffre, uma das vítimas de Jeffrey Epstein

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Andrew não deve encontrar o rei Charles I, que não comparecerá à cerimônia
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Andrew não deve encontrar o rei Charles I, que não comparecerá à cerimônia

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A decisão do rei Charles visa afastar Andrew da família real de vez
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A decisão do rei Charles visa afastar Andrew da família real de vez

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Virginia acusava Andrew desde 2011, mas só em 2021 o caso de abuso sexual ganhou novas proporções. Ela afirmou que a forçaram a fazer sexo com o irmão do rei Charles por três vezes. Na primeira relação dos dois, a australiana tinha 17 anos. O crime ocorreu em Londres, na mansão de Ghislaine Maxwell, namorada de Epstein e aliciadora do esquema de pedofilia. Já o segundo e o terceiro episódios aconteceram nas propriedades de Epstein em Manhattan e nas Ilhas Virgens, dos EUA, respectivamente.

Virginia chegou a recorrer à Justiça dos Estados Unidos e processar Andrew, que optou por fazer um acordo extrajudicial com a australiana, em fevereiro de 2022. Anos se passaram e em abril deste ano, Giuffre cometeu suicídio. Neste mês, momentos vividos por ela ao lado do ex-príncipe foram publicados no livro intitulado Garota de Ninguém: Memórias de Sobrevivência ao Abuso e Luta pela Justiça, em tradução livre.

Principe Andrew, Virginia Giuffre e Ghislaine Maxwell
Uma das provas de Virginia Giuffre no caso de assédio sexual é a fotografia em que Andrew a abraça. Ghislaine surge ao fundo

As lembranças em torno da tragédia que marcou a vida de Virginia Giuffre, quando ainda era menor de idade, foram escritas antes de sua morte e publicadas mediante pedido expresso da autora. Entre recordações dos abusos sofridos, a australiana expôs detalhes de episódios que envolvem diretamente Andrew, como uma fotografia tirada e que foi usada por ela para provar o contato com o pai das princesas Beatrice e Eugenie.

E-mails

Em janeiro deste ano, e-mails trocados entre Jeffrey Epstein e Andrew vieram à tona, conforme noticiou a imprensa internacional. A agência de notícias Bloomberg publicou que as mensagens foram divulgadas em processo da Financial Conduct Authority (FCA), um órgão regulador financeiro do Reino Unido, contra o banqueiro Jes Staley.

De acordo com o portal britânico Express, os e-mails, que foram entregues a um tribunal em Londres, revelaram que Andrew e Epstein continuaram trocando mensagens em fevereiro de 2011. Um dos recados ocorreu dois meses após o príncipe alegar que teria cortado qualquer contato com o empresário, em 2010. Os documentos judiciais se referem ao duque de York como “membro da família real britânica.”

Melania Trump, príncipe Andrew, Gwendolyn Beck e Jeffrey Epstein
Melania Trump, príncipe Andrew, Gwendolyn Beck e Jeffrey Epstein

“O príncipe Andrew teria dito a Jeffrey Epstein que eles poderiam ‘brincar um pouco mais’ em um e-mail compartilhado dois meses depois que ele afirmou que o contato deles havia chegado ao fim”, escreveu o Express em um artigo. Em um dos conteúdos expostos, o duque de York chegou a escrever: “Mantenha contato e tocaremos um pouco mais em breve.”

Punição do rei Charles III

Com o veredito do rei Charles de remover o título de príncipe do irmão, o pai das princesas Eugenie e Beatrice passará a ser chamado apenas de Andrew Mountbatten-Windsor. Conforme comunicado do Palácio de Buckingham, o monarca do Reino Unido enviou mandados reais ao Lorde Chanceler para garantir a remoção dos títulos de duque de York, príncipe e alteza real de Andrew.

A medida sem precedentes tomada por Charles está relacionada ao envolvimento de Andrew no esquema de exploração sexual do empresário Jeffrey Epstein (1953-2019). O irmão do monarca nega relação com os casos de abuso e tráfico de mulheres, entretanto e-mails enviados por ele foram vazados e revelaram associação na série de crimes.

Dois homens lado a lado. Eles usam terno. Um deles segura um papel
O rei Charles tirou o título de príncipe do irmão e deu ordem de despejo de uma propriedade real

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