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Claudia Meireles

Carlos Lin promove visita imersiva pela exposição Labirinto

O artista plástico, curador independente e professor de história da arte Carlon Lin conduziu uma visita imersiva pela exposição Labirinto

28/01/2025 13:55, atualizado 28/01/2025 14:02
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Carlos Lin promove visita imersiva pela exposição Labirinto

No último sábado (25/1), o artista plástico, curador independente e professor de história da arte Carlon Lin promoveu uma experiência imersiva pela exposição Labirinto, em cartaz na galeria da Caixa Cultural Brasília.

A iniciativa Slow Art Day, como é conhecido o movimento de apreciação “desacelerada” das obras, contou com a presença de um grupo seleto de convidados para apreciarem a mostra com mais de 400 fotografias do artista gaúcho André Severo.

Os participantes puderam contemplar as instalações de imagens coletadas, descontruídas e reelaboradas durante cerca de duas décadas pelo artista. Segundo o idealizador da visita, a série Labirinto é a terceira etapa de um longo projeto de André, a trilogia El Mensajero, que teve início com as exposições Metáfora e Espelho, criadas entre 2015 e 2021.

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Claudia Meireles, Lydia Daza, Alê Arautas, Édson Gonçalves, Juliane Ferreira, Flávia Portela, Carlos Lin, Simone Sarmet, Gehart Brandt e Maria Gorette durante o Slow Art Day
“De certo modo, essa integração é uma poética muito característica do André, que reúne de maneira extraordinária a imagem fixa da fotografia e, ao mesmo tempo, a manipulação. O resultado é esse movimento a partir da edição, montagem e áudios que dão uma vivência mais imersiva, mais transformadora”, comenta Carlos Lin.

Labirinto, de André Severo

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Exposição Labirinto, de André Severo

Esta terceira etapa da trilogia foi elaborada pelo artista durante a pandemia da Covid-19. Diante da realidade do isolamento social, André imprimiu no projeto um olhar profundamente pessoal, no qual ressignifica a arte e atribui múltiplos sentidos para a produção artística.

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Com curadoria da mestre em arte contemporânea Marília Panitz, a exposição revela uma justaposição e uma reelaboração de imagens que criam a noção de um mergulho em um labirinto interno, onde os cenários parecem não ter saída.

Dividida em três espaços distintos, Labirinto propõe ao público um diálogo entre memória e consciência, além da criação de uma noção particular do artista sobre o tempo e o espaço, dando às imagens novas possibilidades de representação.

Carlos Lin promove visita imersiva pela exposição Labirinto - destaque galeria
9 imagens
André Severo trabalhou com a justaposição e a reelaboração de imagens
A exposição Labirinto é composta por mais de 400 fotografias
Exposição Labirinto, de André Severo
Exposição Labirinto, de André Severo
A mostra tem um caráter denso e reflexivo
O cinema
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André Severo trabalhou com a justaposição e a reelaboração de imagens
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André Severo trabalhou com a justaposição e a reelaboração de imagens

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A exposição Labirinto é composta por mais de 400 fotografias
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A exposição Labirinto é composta por mais de 400 fotografias

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Exposição Labirinto, de André Severo

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Exposição Labirinto, de André Severo

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A mostra tem um caráter denso e reflexivo
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A mostra tem um caráter denso e reflexivo

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Imagens que formam um calendário
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Imagens que formam um calendário

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A exposição faz parte de uma ampla produção artística de André
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A exposição faz parte de uma ampla produção artística de André

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André Severo também produziu uma série de 12 textos datilografados
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André Severo também produziu uma série de 12 textos datilografados

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Em entrevista à coluna Claudia Meireles, Carlon Lin detalha que o espectador vai se deparar com “uma espécie de beleza estranha ou estranha beleza, que faz parte da vida cotidiana e que pode se apresentar de uma forma inesperada”.

“Praticamente todas as imagens trazem espaços fechados, mas nenhuma delas se refere a um único lugar. Severo fez um trabalho de sobreposição de várias imagens, e o resultado são retratos que lembram lugares abandonados, parcialmente em ruínas”, comenta.

Reflexo contemporâneo

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Em outra sequência da exposição, André apresenta obras que refletem os impactos do desastre ambiental e climático que devastou o Rio Grande do Sul, em 2024

Além de lançar um olhar particular sobre os labirintos da vida, André Severo montou, na segunda sala da exposição, uma interpretação singular sobre a catástrofe climática que devastou o Rio Grande do Sul, seu estado natal.

“André mora em Canela, mas passa muito tempo na cidade de Porto Alegre, que foi drasticamente maltratada pelo transbordamento do Rio Guaíba. A partir disso, ele [André] apresenta a junção da pesquisa poética com a matéria bruta da lama que sobrou da inundação. Ele usa, sobre a superfície da fotografia, camadas de barro, lama, do Rio Guaíba, manipulando essa lama por dentro e por fora do vidro”, explica Lin.
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O exposição Labirinto de André Severo é densa e reflexiva

Além da exposição ser bastante reflexiva, a mediadora cultural do programa educativo Gente Arteira, da Caixa Cultural, Alê Auretas revela que o caráter denso da exposição também é um fator que gera curiosidade para quem se interessa por arte.

“Sinto que o público fica intrigado depois que sai daqui. Ainda tem no chão os restos de papéis que sobraram do dia da abertura, e isso tem gerado bastante curiosidade, porque eles permanecem aqui. Eu vejo as pessoas catando os papéis no chão para tentar ler os resquícios do que aconteceu, sabe? É muito bonito ver essa interação”, revela.

Confira quem esteve presente na experiência comandada por Carlos Lin, pelas lentes de Lucena:

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Claudia Meireles e Carlos Lin
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Simone Sarmet, Gehart Brandt, Maria Gorette, Lydia Daza e Carlos Lin
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Visita guiada
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Gehart Brandt, Maria Gorette, Carlos Lin, Lydia Daza e Simone Sarmet
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Claudia Meireles
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Alê Arautas, mediadora cultural do Gente Arteira
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Carlos Lin
Serviço:

Exposição Labirinto, de André Severo
Até 9 de fevereiro, de terça a domingo, das 9h às 21h, na Caixa Cultural Brasília – SBS, Q. 4, Lotes 3/4.
Classificação indicativa: 14 anos. Entrada gratuita.

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