Boteco Meiota revive boêmia no Gilberto Salomão com o "chope perfeito"
Meiota Bar e Cozinha é um projeto das famílias Salomão e Petrarca. Fixado no Gilberto Salomão, o boteco tem o chope perfeito, afirma o chef

“Juntou a minha vontade de ter um boteco e de fazer comida de boteco com a do Márcio de trazer de volta essa boêmia que o Centro Comercial Gilberto Salomão sempre teve”, compartilha o chef Marcelo Petrarca sobre o Meiota Bar e Cozinha, recém-inaugurado no complexo do Lago Sul. Além dele, a casa gastronômica conta com a expertise de Márcio Salomão, Gilberto Salomão Neto, Maria Victória Salomão e Carolina Petrarca.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a CEO do Centro Comercial Gilberto Salomão e uma das idealizadoras do Meiota, Maria Victória Salomão, revela que a operação não se limita a ser só um boteco ou apenas um bar: “Queríamos algo que abraçasse mesmo todo mundo, para receber famílias e jovens, para reescrever essa história do complexo por quem viveu momentos aqui e começar a escrever novas memórias pela galera mais nova.”


Tanto Maria Victória quanto Marcelo ressaltaram sobre a “amizade antiga” dos clãs Salomão e Petrarca. “São as duas famílias à frente do negócio. Falamos que família trabalhando junto não tem sociedade, afinal está unida no mesmo propósito”, argumenta a CEO do Centro Comercial Gilberto Salomão. Eles começaram a conversar a respeito da empreitada no início do ano passado e, ao longo do tempo, a ideia foi amadurecendo e tomando forma.
Por trás da estruturação e estratégia, Maria Victória detalha que fez a ponte entre as famílias Salomão e Petrarca, responsável pelo operacional. O irmão dela, Gilberto Salomão Neto, traz o lado fresh do público com faixa etária de 20 anos. “Esse grupo vive em baladas e bares, mas aqui não tinha essa opção”, aborda. Já o pai da empresária, Márcio Salomão, oferece toda a expertise com o segmento de festas em que atua há anos. “Ele tem toda essa experiência, vigor e alegria”, diz ela.


“Mé dá uma meiota”
Com relação ao nome, Petrarca recorda que foi feito um estudo e várias sugestões vieram à mesa, algumas remetendo ao complexo Gilberto Salomão e outras a Brasília. Em determinado momento, Márcio citou a palavra meiota, gíria boêmia que significa metade de uma garrafa de cachaça. “Na hora em que ele falou, nós aceitamos, topamos, batemos o martelo e seguimos”, confessa o chef.



O chef pontua um detalhe que as famílias Salomão e Petrarca têm em comum: são completamente apaixonadas pelo Rio de Janeiro. A Cidade Maravilhosa serviu de inspiração para a concepção do bar e estruturação do espaço, assinado pelo arquiteto Orestes Blanco, do escritório Blanco & Maranini. “Temos isso em comum. Nós sempre tivemos como referência os botecos do Rio”, comenta.
Comida de boteco
À frente da operação e da cozinha de vários restaurantes, Marcelo Petrarca confidenciou gostar de frequentar mais botecos. Para o menu do Meiota, ele englobou “tudo o que gosta de comer” nesses estabelecimentos e mesclou com o tradicional tempero boêmio do complexo.
“O menu foi bem pensado a partir do que eu gosto de comer e no que enxergo como a boêmia do Gilberto Salomão. Há também uma tentativa de resgatar um pouco do que o público que frequentava o complexo costumava consumir nos antigos botecos daqui, e isso aparece no cardápio”, reitera o chef e um dos idealizadores do Meiota.


Apreciador da comida de boteco, Petrarca menciona os pratos que o conquistaram.
“A rabada é uma opção que temos todo dia, e eu adoro. Fiz questão de tê-la diariamente”, salienta. De petisco, ele aponta que o cupim tem feito “bastante sucesso”. Inspirado nos estabelecimentos do Rio de Janeiro, ele incluiu no cardápio os sanduíches elaborados no pão francês como o de filé e queijo. “Ficou superbacana e tem saído muito”, enfatiza.
Caldos de feijão, mocotó e galinha compõem o cardápio do Meiota Bar e Cozinha. “É uma sessão que eu também adoro, então tem todo dia”, acrescenta o chef. Entre as criações gastronômicas de Petrarca, constam o filé à parmegiana no palito e o arroz de moela. “Acreditei que não ia fazer sucesso, mas está conquistando os clientes”, destaca. No ranking dos mais pedidos, a rabada é o prato que mais sai.
“Tem um prato que eu fiz e foi o último a entrar no cardápio. É o arroz de moela, com vinagrete e farofinha amarela. O cardápio já estava pronto e, um dia na cozinha, eu fui almoçar no meio da tarde e preparei um arroz de moela. Provei com meus chefs e, na hora, olhamo-nos e sabíamos que integraria o menu. Os clientes têm gostado bastante e, por isso, temos feito muito”, relata Petrarca.



Chope perfeito
Segundo o chef, a carta de drinks pode ser definida como “uma carta de boteco clássico”. Para quem busca uma bebida com um sabor diferente, vale saborear a caipirinha Meiota com rapadura e limão. Ele explica que os idealizadores da empreitada não mediram esforços para encontrar o chope perfeito.
“Tivemos um cuidado muito grande com o chope. Contratamos uma consultoria de chope para encontrar o produto perfeito. Fizemos bastante pesquisa, fomos várias vezes ao Rio para entender e acredito que conseguimos chegar em uma bebida de excelência”, complementa Marcelo Petrarca.
Na avaliação dele, o chope perfeito é leve e tem um creme: “Isso é o ponto ideal. Em uma temperatura não muito gelada, porque quando está trincando deixa a bebida mais pesada. O copo também pesa. Nós optamos pela caldeira, muito tradicional dos bares do Rio de Janeiro. O chope perfeito é assim, com um copo bem preparado para recebê-lo e leve para que a pessoa consiga também petiscar e tomar várias vezes.”



Meiota e Gilberto Salomão
Quanto à abertura do Meiota Bar e Cozinha, o chef declarou: “Rezamos e abrimos. Não fizemos evento de inauguração, porque é tudo muito novo e estamos alinhando. Nós preferimos só abrir a porta”. O projeto levou a assinatura de Orestes Blanco, que deixou evidente a “pegada boêmia”. Quadros adornam as paredes. No quesito música, ritmos brasileiros embalam os encontros no espaço.
De acordo com Maria Victória Salomão, o Centro Comercial Gilberto Salomão tem passado por processos, como retomar a boêmia do complexo. “Isso foi algo muito característico do local. No começo, grande parte das pessoas se encontravam aqui, desde boates a shows e restaurantes, que foram icônicos aqui e estão na memória do pessoal de Brasília”, argumenta a CEO. Ela finaliza que o Meiota agregou bastante a esse desejo: “Estamos muito empolgadas com a composição.”

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