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Artista Marcos Amaro visita própria exposição no Museu da República
Fundador da Fábrica de Arte Marcos Amaro, de São Paulo, o artista plástico estava acompanhado da mulher, a pianista Ksenia Kogan Amaro
atualizado
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Considerado um dos maiores colecionadores de arte do Brasil, Marcos Amaro desembarcou na capital federal para conferir ao vivo e a cores a própria exposição, batizada de O Poço. Aberta ao público desde o último dia 28, a mostra pode ser vista no mezanino do Museu Nacional da República, local visitado pelo artista plástico nessa segunda-feira (7/6). Fundador da Fábrica de Arte Marcos Amaro (conhecida como FAMA Museu), em Itu, São Paulo, ele estava acompanhado da mulher, a pianista Ksenia Kogan Amaro.
Quem desejar visitar a exposição tem até o dia 22 de agosto para ver as 17 obras, como esculturas e desenhos. As peças foram criadas por Marcos durante a pandemia em um momento de introspecção, conforme conta à coluna Claudia Meireles: “Comecei em uma fase mais introspectiva, estava concentrado e com tempo para poder refletir. Sem fatores externos, pois tende a nos dispersar”.
Ao longo da entrevista, o artista plástico ainda fez uma revelação. “[Na quarentena] Tive tempo para desenvolver o trabalho com profundidade. Juntei as peças até que o poço apareceu nos finalmentes. Quando os desenhos já estavam prontos, eu vislumbrei a ideia do poço”, confessa. Nas obras produzidas, Marcos Amaro traz referências de Francisco de Goya e Francis Bacon. Os dois pintores se deixaram influenciar pelo contexto histórico da época na hora de criar.
A pergunta que não quer calar: o que significa o poço? O artista definiu como “um local que te atrai e não tem mais volta”. “É sobre si mesmo. Você mergulha em um lugar e não sabe onde está a saída”, classifica. Segundo Marcos, a obra tem diversas interpretações e pode ser observada como uma fonte de conhecimento: “Um poço para se nutrir”. O colecionador celebrou em dose dupla. Foi a primeira vez que ele expôs um trabalho em Brasília.

O artista plástico também festejou que a exposição O Poço possa ser vista pelo público pela primeira vez. “Estou superfeliz de mostrar nesse espaço tão privilegiado. Um museu bonito e que acolhe bem o trabalho”, destaca, a respeito do Museu da República.
A veia artística de Marcos surgiu na infância. Ele sempre gostou de desenhar, mas antes de seguir carreira formou-se em economia na FAAP, e em filosofia no Instituto Gens de Educação e Cultura. Anos depois, a paixão pelo desenho falou mais alto e, então, decidiu se aventurar na carreira. “O que me abriu para a arte foi a necessidade de expressão e de desenvolver esse lado em mim”, rememora.
Aos 36 anos, ele nasceu em São Paulo. Além de artista plástico, atua como colecionador e empresário do ramo da aviação, expertise herdada da família, que fundou a companhia aérea TAM. Ao lado da mulher, a pianista Ksenia Kogan Amaro, Marcos lançou a Galeria Kogan Amaro, com sedes em São Paulo e Zurique.
A parceria se estende na vida profissional. O casal está à frente do comando da Fábrica de Arte Marcos Amaro (mais conhecida como FAMA Museu). Recentemente, o endereço foi indicado ao prêmio de melhor museu e equipamentos culturais pelo governo de São Paulo em 2020. O artista, colecionador e empresário estuda se irá expor a mostra O Poço em outro espaço futuramente. “Estou tão feliz de vê-la aqui. Fica até difícil em pensar em outro lugar”, afirma sobre o Museu da República.
Confira os cliques:













Serviço
O Poço, de Marcos Amaro
Aberta ao público até o dia 22 de agosto, no mezanino do Museu Nacional da República (Lote 02, SCTS próximo à Rodoviária do Plano Piloto). Entrada franca
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