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Claudia Meireles

Amyr Klink compartilha aventuras e lições de vida no Metrópoles Talks

Realizado na noite dessa quinta-feira (27/6), o evento lotou o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília

, , , 28/06/2024 19:35, atualizado 28/06/2024 19:43
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Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
Navegador e escritor, Amyr Klink palestra Metrópoles Talks. Brasília(DF), 27/06/2024. Foto: Igo Estrela/Metropoles

“Foi uma tempestade assustadora, mas passar por ela foi uma grande alegria. Essa é a beleza da vida no mar. Passamos por situações difíceis e valorizamos as coisas boas que temos”, destaca Amyr Klink, considerado um dos mais respeitados exploradores do mundo, em enriquecedora palestra que marcou o lançamento do Metrópoles Talks. Realizado na noite dessa quinta-feira (27/6), o evento lotou o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

No talk intitulado Oceano da Vida: encontrando a felicidade e a paz em meio às tempestades, Klink compartilhou ensinamentos de vida obtidos especialmente na jornada de aventuras pelo mar. Na primeira edição do Metrópoles Talks, o célebre navegador contou detalhes das viagens solo e com a família. Ele é casado com Marina Bandeira, com quem teve três filhas, as gêmeas Tamara e Laura, e a caçula Marina Helena.

Com uma bagagem extensa de vivências, o explorador e escritor de best sellers, ao falar sobre felicidade, não deixou de arrancar risadas da plateia no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, enquanto revelava suas lições, uma delas é: “A experiência de viagem torna a nossa existência mais feliz”. Somente para a Antártica, ele coleciona 15 idas e vindas.

Metrópoles Talks com Amyr Klink
Evento lotou o Centro de Convenções Ulysses Guimarães

“Caminho sem volta”

Os primeiros capítulos da relação de Klink com o mar começaram quando criança. Mal sabia o menino nascido em São Paulo que viria a se tornar um dos maiores navegadores do mundo. Com 10 anos, em Paraty (RJ), o garoto comprou a primeira canoa e a batizou de Max. Desde então, a paixão dele pelo universo marítimo só cresceu e, em 1983, construiu o primeiro barco, chamado de I.A.T. No ano seguinte, ele resolveu fazer a primeira travessia solitária a remo no Atlântico Sul.

Na avaliação do explorador, morar, viver, navegar e criar um vínculo com uma embarcação é “um caminho sem volta” e, inclusive, Amyr Klink é a prova da própria tese. “Não conheci ninguém que cansou do barco e quis voltar para morar em Ribeirão Preto, São Paulo. Todos se acostumam com a vida muito mais simples”, garantiu. Entre tantos benefícios desse “universo das embarcações”, ele evidenciou que a solidariedade é um “fenômeno” e “presente” no mundo náutico.

Amyr Klink fala sobre experiência no oceano
Ele é considerado um dos mais respeitados exploradores do mundo

Tempo

Klink ressaltou sobre ter alcançado um objetivo: ficar 13 meses no continente antártico, sendo sete deles imobilizado na Baía de Dorian, em 1990. Na ocasião, ele teve a primeira invernagem, ou seja, enfrentou as baixíssimas temperaturas da estação na Antártica. Para essa missão solo, ele construiu o Paratii, embarcação projetada para ficar aprisionada de propósito no gelo. Nessa viagem, o explorador teve uma experiência com o tempo.

“Depois da saúde, uma das maiores grandezas que temos na vida é o tempo. Ele nunca vai se reciclar”, argumentou o navegador de 68 anos. Amyr passou a refletir mais sobre a passagem do tempo quando o barco ficou preso no gelo por vários dias na Antártica. Antes de embarcar para a missão, ele confidenciou ter tido o seguinte pensamento: “Vou transformar o risco no meu objetivo”. E conseguiu.

Amyr Klink compartilha aventuras e lições de vida no Metrópoles Talks - destaque galeria
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Talk Oceano da Vida: encontrando a felicidade e a paz em meio às tempestades
Entrada do Centro de Convenções Ulysses Guimarães
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Entrada do Centro de Convenções Ulysses Guimarães

Wey Alves/Metropoles @weyalves_
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Desistência

De acordo com o navegador, os momentos mais difíceis enfrentados ao longo da vida não foram no mar, mas sim em terra. Amyr aproveitou para citar a filha Tamara Klink, de 27 anos. Bem ao estilo do ditado “filho de peixe, peixinho é”, a arquiteta seguiu os passos do pai e se tornou a primeira brasileira a atravessar o Círculo Polar Ártico, em 2023. Ela também é a mais jovem navegadora do país a realizar o percurso sozinha.

“A Tamara mencionou em uma cartinha que escreveu na semana passada que a maior dor é a dor do descrédito, do não apoio, do não suporte”, frisou o explorador. Ele também se referiu às burocracias de ir para a Antártica atualmente. No ponto de vista de Amyr, tornou-se um “processo complicado de autorizações, de rastreamento e uma experiência cara” desbravar o continente gelado.

Os ingressos para o talk esgotaram
Amyr Klink

Klink também relatou sobre os privilégios que o mar oferece em comparação com as escaladas, por exemplo, do Monte Everest, na Ásia.

“Você subir no Everest hoje e alguém está morrendo do lado, ninguém vai parar para ajudar. No mar, não existe isso. A beleza do mar, nós largamos tudo o que estamos fazendo, a regata, a corrida, o barco, a viagem, para socorrer outra pessoa que está morrendo, com dificuldades. Assim eu fiz grandes amigos no mar”, confessou o explorador no talk.

Maior tempestade

Não é por acaso o nome do evento ser Oceano da Vida: encontrando a felicidade e a paz em meio às tempestades. Isso porque o explorador que acumula viagens diz ter uma “tempestade de estimação”. A tormenta favorita do navegador ocorreu no sul da Austrália e Nova Zelândia. Na ocasião, ele estava “colado na Antártica”.

“Foi uma tempestade trágica, porque muitas pessoas morreram e e eu estava em um lugar muito difícil, colado na Antártica. Fiquei duas vezes seguida, por cinquenta horas, sem poder dormir. Embora eu tivesse em pânico o tempo inteiro, quando acabou foi uma sensação de alegria tão brutal, porque não quebrou nada no barco”, recordou. Amyr Klink chegou a descer ondas de 30 metros de altura: “O barco mergulhou diversas vezes, mas não quebrou nada.”

Ao término da tempestade, o navegador rememorou ter desfrutado de uma sensação inexplicável de “grande alegria”.  As lições de vida obtidas pelo navegador como capitão de embarcações surgem nos livros Cem dias entre Céu e Mar;  Paratii entre dois polos; As janelas do Paratii; Mar Sem Fim; e Linha D’Água.

Veja como foi o evento pelo olhar das fotógrafas Luh Fiuza e Wey Alves:

Cleucy e Luiz Estevão
Cleucy e Luiz Estevão com Priscilla Borges e Cássio Leite
Patrícia Justino Vaz e Leandro Vaz
Claudia Vilhena e Adriana Costa
Luiza Eduarda e Lella Mesquita
Tiago Alvim e Licene Renck
Nice Guimarães, Daniela Migliari, Diana Cazetta e Ubiratan Cazetta
Rafael Augusto, Andréia Porto Recena e Diego Recena
Rafael Augusto, Andréia Porto Recena e Diego Recena
Manu Peixoto e Thais Flores
Taynara Drummond e Marco Paulo Carniello
Pedro Andrade, Gabriella Lacerda, Valentina Suaiden e Bruno Camozzi
Hugo Accioly, Bárbara Fernandes, Lucas Fuchs e Monica Rudi
Bruno Cavalcanti, Ester Franz, Aline Costa, Fernando Braga, Renaro Cardozo e Pamela Cardoso
Cleucy Estevão
Heurykikismy de Melo e Maria Clara da Cruz de Melo
Bruno Freitas e Kelly Godoi
Júlia e Alessandra Soares
Maria Luisa, Bruno, Luciana e Ana Beatriz Silveira
Raquel Ayres, Vanessa Mafra, Mirena Azeredo, Diego Rodrigues e Bruna de Araújo Modesto
Enzo e Lenize Paiva
Ariane Lima e Kessler Rezende
Paula Rossetti e Bruno Dias
Thiago Thaumaturgo e Leia Albuquerque
Anna e Bernardo Souza
Elicio e Catarina Lima
Soraya Magalhães e Vinícius Vilas Boas
Elaine Couto e Wilson Junior
Cristiane Madeira e Anderson Costa
Caroline Fortunato e Larissa Moura
Luísa Xavier e Fernanda Campos
Fátima Alvim, Tiago Alvim e Licene Renck
Diego Recena e Andréia Porto
Nice Guimarães e Daniela Migliari
Fábio Nunes e Ana Amélia Mendonça
Bruno Cavalcanti e Danilo Cunha
Amyr Klink
Palestrante levou conhecimento ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães
Público assiste ao talk
Cleucy e Luiz Estevão
Rodrigo Dias, Vanessa Araújo e Larissa Vaz
Marcos Thadeu e Renata Farago
Bráulio Sousa
Cleucy Estevão e Patrícia Justino Vaz
Hugo Accioly e Bárbara Fernandes
Ester Franz
Marcus Oliveira, Renato Varella, Julia Martins, Carolina Lopes e Luciano Dalmiglo
Alex Cordon, Isabelle Menezes, Inaia Menezes, Regiton Menezes e Ricardo Arriel
Marco Souza e Janaína Barros
Marília Saenger e Ana Saenger
Elizabeth Duarte e Nana Ávila
Davy Castro da Matta e Ângela Amorim
Flávia Ávila
Arthur e André Ortegal
Aline Cunha e Thiago Siqueira
Cleucy Estevão
Mariana e André Gustavo Farias
Adriana Weber
Vinícius Madeiro e Victor Menezes
Cristiana e Vinícius Lucena
Mariano, Isabela e Otto Cieslik
Rodrigo Teixeira e Daniela Lorente
Fabíola e Manoela Baiocco
Francisco e Luiza Castro
Izabel Diocrecio e Fabíola Santos
Pedro Gil
Rose Chaves
Beatriz Pinheiro
Raquel Pereira, Fernanda Campos, Renata Oliveira e Luísa Xavier
Cleiton Fernandes e Isabella Matins
Fernanda Moreira, Stephanie Rocha e Nathália Veras

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