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5 tendências ultrapassadas que arquitetas não indicam colocar em casa
Arquitetas revelam tendências em projetos de casas e apartamentos que não agradam elas, mas são muito comuns; Confira
atualizado
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Com a ascensão de influenciadores e de redes sociais com milhões de referências a todo momento, frequentemente surgem diversas tendências que dominam os projetos de casas e apartamentos. Apesar dessas inspirações ajudarem aqueles que querem reformar, construir ou apenas mudar a decoração, profissionais da área têm opiniões fortes quando se trata de algumas dessas trends queridinhas.
Para saber o que os experts não colocariam em seus projetos, a coluna Claudia Meireles pediu para Cecília Kopper e Maria Eduarda Gomes de Araújo compartilharem alguns modismos que as deixam insatisfeitas.
O que evitar no projeto de casa
Objetos aesthetic

Na decoração, Cecília Kopper recomenda evitar itens comprados por estética ou por estarem “na moda”. “Gosto é muito pessoal, e o que realmente nunca sai de moda são casas com alma, que acolhem e contam histórias”, ressalta.
Segundo a arquiteta, ao montar projetos, ela inclui peças com valor afetivo para os clientes porque isso traz identidade e faz a “casa ter cara de casa”.
Decoração superornamentada

Enquanto Cecília Kopper alerta para o cuidado na hora de escolher os objetos decorativos, Maria Eduarda Gomes de Araújo adverte para a importância de não haver exageros. “Uma tendência que, se não bem equilibrada, prejudica o conceito de ambientes harmônicos e sofisticados”, destaca ela.
Estilo industrial sem sofisticação

Extremamente em alta, segundo Maria Eduarda, o estilo industrial, apesar da estética moderna, deve ser harmonizado com materiais nobres e detalhes refinados para funcionar.
“Essa tendência pode comprometer a elegância atemporal, algo fundamental em residências de alto padrão, por exemplo”, afirma a arquiteta.
Cozinha com lavanderia

Na arquitetura, Cecília não acha funcional a integração da cozinha com a lavanderia. De acordo com ela, a cozinha se tornou um espaço de convivência, que merece protagonismo, e a lavanderia fica exposta, com roupas à vista e que podem pegar o cheiro de comida. “É algo que já foi muito usado, mas hoje não faz mais tanto sentido”, destaca.
Apesar da lavanderia embutida na cozinha ainda ser comum, principalmente por influência de projetos mais antigos, a arquiteta acredita que hoje os hábitos são outros e é necessário repensar o uso desses ambientes.
“Eu gosto muito mais da ideia da lavanderia perto da área íntima [quartos e banheiros], com ventilação natural e um bom isolamento acústico. É mais prático e faz muito mais sentido para o uso real do espaço”, indica Cecília Kopper.
Cores vibrantes e acabamentos de alto brilho excessivos

Maria Eduarda indica evitar tons neon, superfícies e porcelanatos reflexivos e mármores polidos. “Embora possam criar impacto visual, tendem a esgotar-se rapidamente e a comprometer a sobriedade, que deve prevalecer em projetos de alta exclusividade.”
Alternativas mais modernas e funcionais
Para transformar a casa em um lugar mais acolhedor, funcional e não se render aos modismos, Cecília indica optar por forros lisos, com uma iluminação bem pensada e mais aconchegante, sem pesar o ambiente.
Nos pisos, Cecília indica acabamentos acetinados para as áreas sociais, pois são “mais práticos e seguros”. Nos quartos, ela aposta em pisos mais quentinhos e confortáveis ao toque.
Maria Eduarda recomenda design atemporal com materiais nobres e tecnologia de ponta. “Implementar mármores, madeiras de alta qualidade, metais com acabamento fosco ou acetinado”, exemplifica.
A arquiteta prioriza, ainda, paletas neutras e sofisticadas. De acordo com Maria Eduarda, tons discretos e elegantes “oferecem flexibilidade estética, ressaltam detalhes exclusivos e criam cenários de serenidade e luxo”.
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