Andreza Matais

Vorcaro não pediu habeas corpus para silenciar em CPMI do INSS

Não é do perfil de Vorcaro permanecer em silêncio. Pelo seu estilo, ele irá responder a todas as perguntas pertinentes ao escopo da CPMI

atualizado

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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e alvo do TCU
1 de 1 Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e alvo do TCU - Foto: Reprodução/Internet

A dois dias da data marcada para depor na CPMI do INSS, o banqueiro Daniel Vorcaro não ingressou no Supremo Tribunal Federal com pedido de habeas corpus, instrumento que poderia lhe garantir o direito de não responder aos questionamentos dos parlamentares ou de não ser preso. Isso significa que o banqueiro está disposto a falar.

Não é do perfil de Vorcaro permanecer em silêncio. Pelo seu estilo, ele irá responder a todas as perguntas pertinentes ao escopo das investigações. Portanto, mesmo que o depoimento seja adiado para depois do Carnaval, como esperam seus advogados, a disposição é a mesma.

A coluna apurou que, apesar de o assunto ter se tornado tóxico para o Supremo, Vorcaro não teria dificuldades em conseguir um HC, caso seja essa a opção da defesa. A justificativa na Corte é que há jurisprudência consolidada sobre o tema. Até agora, diversos investigados obtiveram o direito de “entrar mudos e sair calados”.

Grandes bancos foram poupados por CPMI

Vorcaro foi convocado a depor na CPMI sobre empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS. No final do ano, os membros da comissão derrubaram todos os requerimentos para ouvir os grandes bancos sobre o tema. Há suspeitas de que instituições financeiras concederam o crédito mesmo sem o consentimento dos clientes.

Esta será a primeira manifestação pública de Vorcaro desde a operação da Polícia Federal que resultou em sua prisão, em dezembro, sob acusação de fraude ao sistema financeiro.

O banqueiro mantém relações com políticos da esquerda, do centrão e da direita. A Polícia Federal investiga se parlamentares estavam na folha de pagamento do Banco Master, o que explica a apreensão em Brasília em torno de sua presença na CPMI.

A coluna revelou que o escritório de Ricardo Lewandovski recebeu R$ 250 mil por mês do Master enquanto ministro da Justiça de Lula. o contrato com o Master rendeu cerca de R$ 6,5 milhões brutos ao escritório da família de Lewandowski, dos quais R$ 5,25 milhões após a ida dele para o MJSP.

Ele foi indicado para o emprego pelo líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que também conseguiu uma vaga para o ex-ministro Guido Mantega. A coluna revelou, ainda, que o próprio presidente Lula recebeu Vorcaro em audiência que omitiu da sua agenda oficial. A reunião ocorreu a pedido de Mantega.

 

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