Andreza Matais

Tarcísio manda Derrite ao Congresso para relatar PL anti-facção

Decisão foi anunciada em reunião da bancada do PP. Projeto equipara facção criminosa ao terrorismo

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Pablo Jacob/Governo de SP
O secretário da Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite (PP)
1 de 1 O secretário da Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite (PP) - Foto: Pablo Jacob/Governo de SP

O atual secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite, deve reassumir o mandato na Câmara dos Deputados para relatar o projeto de lei que equipara facções criminosas a grupos terroristas.

A informação foi divulgada durante reunião da bancada do PP, partido de Derrite, nesta quarta-feira (29), segundo o deputado Júlio Lopes (PP-RJ).

Se o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) for candidato à Presidência da República no próximo ano, Derrite deve disputar o governo paulista. A segurança pública tende a ser um dos principais temas da disputa.

De acordo com Júlio Lopes, a maioria da bancada fluminense no Congresso apoia a operação das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, realizada nesta terça-feira (28). Até agora, foram registradas 119 mortes no confronto, segundo o governo estadual. O Ministério Público do Rio fala em 132 mortos.

O projeto de lei foi apresentado em março pelo deputado Danilo Forte (União-CE) e propõe alterar a Lei Antiterrorismo, de 2016, para “estender sua aplicação a organizações criminosas e milícias privadas que realizem atos de terrorismo, além de estabelecer aumento de pena para atos cometidos por meio de recursos cibernéticos”.

Atualmente, o relator é o deputado Níkolas Ferreira (PL-MG), que já sinalizou a possibilidade de ceder a relatoria. Outros projetos de teor semelhante tramitam apensados a esse, por ser o mais antigo sobre o tema.

Críticos da proposta afirmam que o texto pode abrir brecha para “intervenções estrangeiras” no Brasil. Nas últimas semanas, o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, vem promovendo operações navais contra supostos “narcoterroristas” nas costas da Colômbia e da Venezuela.

Para Júlio Lopes, no entanto, as ações das facções criminosas se enquadram como terrorismo. “O governo do estado precisa continuar a retomar o território das facções — e precisa da ajuda, do concurso do governo federal”, disse o deputado.

“Já temos hoje 1.270 comunidades segregadas, fora do controle do Estado, onde facções armadas exercem o poder. Isso tudo, no meu entendimento, configura crime de terror”, afirmou.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?