
Andreza MataisColunas

“Supremos” rejeitam antecipar saída e respondem com impropérios
No governo, há uma torcida para que Luiz Fux, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia também peçam para sair do Supremo antes do fim de seus mandatos
atualizado
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A chance de outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) repetirem o colega Luís Roberto Barroso e anteciparem a aposentadoria é nula.
No governo, há uma torcida para que Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes também peçam para sair, o que daria a Lula uma bancada de 8 dos 11 ministros indicados.
Porém, quem se aventurou a especular sobre o assunto ouviu impropérios como resposta. “Ah, vai se…” ou “Não saio enquanto a lei e a Constituição permitirem” ficar.
Os mandatos de Fux, Cármen e Mendes vão até 2028, 2029 e 2030, respectivamente. O mandato termina quando completam 75 anos.
Cármen chegou a sinalizar no passado que poderia encerrar sua fase suprema antes do término, mas, faltando quatro anos para isso – e ela sendo a única mulher –, o assunto saiu da pauta.
Barroso ficaria na Corte até 2033. Na vaga, deve ser indicado Jorge Messias, atual advogado-geral da União.
A interlocutores, o presidente Lula justificou que não poderia repetir o erro de indicar um Dias Toffoli, que traumatizou o PT por decisões tomadas na época da Lava Jato – em especial a que inviabilizou Lula de ir ao enterro do irmão. Os dois já conversaram, mas o trauma ficou.
O ministro Luiz Fux também virou exemplo no partido do que “não deve ser feito”, por ter votado contra a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Fux foi indicado por Dilma Rousseff, assim como o presidente da Corte, Edson Fachin. Outro que ajudou no trauma quando relatou a Lava Jato — operação que colocou Lula na prisão.
Quando terminam os mandatos dos ministros do STF:
- Luiz Fux — 2028
- Cármen Lúcia — 2029
- Gilmar Mendes — 2030
- Edson Fachin — 2033
- Dias Toffoli — 2042
- Flávio Dino — 2043
- Alexandre de Moraes — 2043
- Kassio Nunes Marques — 2047
- André Mendonça — 2047
- Cristiano Zanin — 2050
