Andreza Matais

QG de Lulinha em Brasília é mansão usada por sócia do Careca do INSS

Filho do presidente se hospeda em casa luxuosa na QI 26 do Lago Sul, em Brasília. Local é usado pela lobista Roberta Luchsinger.

atualizado

metropoles.com

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Filho do presidente se hospeda em uma casa luxuosa na QI 26 do Lago Sul, em Brasília. Local é usado pela lobista Roberta Luchsinger.

Quando vem a Brasília, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, se hospeda numa mansão no Lago Sul alugada pela lobista Roberta Luchsinger. Com vista privilegiada para a Ponte JK e o Lago Paranoá, o endereço é considerado o “QG” de Lulinha em Brasília. Lulinha é filho do presidente Lula (PT).

Antes de Luchsinger, a casa da QI 26 do Lago Sul era usada pelo presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda. O aluguel do espaço era de R$ 25 mil mensais.

Mesmo com Lulinha morando em Madri, na Espanha, a casa do Lago Sul continua sendo frequentada por uma pessoa que se apresenta como “secretário” do filho do presidente, segundo a coluna apurou.

Em dezembro, após ser alvo de um mandado de busca e apreensão na operação Sem Desconto, da Polícia Federal, Roberta Luchsinger postou uma foto na casa da QI 26 (ver abaixo).

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Publicação feita no instagram de Roberta Luchsinger durante a madrugada do dia 18 de dezembro, após a operação da Polícia Federal
Casa de Roberta Luchsinger fica em região nobre de Brasília
Publicação feita no instagram de Roberta Luchsinger durante a madrugada do dia 18 de dezembro, após a operação da Polícia Federal
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Publicação feita no instagram de Roberta Luchsinger durante a madrugada do dia 18 de dezembro, após a operação da Polícia Federal

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Casa de Roberta Luchsinger fica em região nobre de Brasília
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Casa de Roberta Luchsinger fica em região nobre de Brasília

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No primeiro plano, a lobista focou seus tornozelos, livres de dispositivos de monitoração eletrônica. Ao fundo, é possível ver a Ponte JK e o Lago Paranoá. Na ocasião, o mandado de busca e apreensão contra Luchsinger foi cumprido em São Paulo, e não na casa da QI 26.

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal mostram Roberta Luchsinger ordenando ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, que jogasse fora aparelhos de celular. “Antônio, some com esses telefones. Joga fora”, diz ela ao Careca em 29 de abril passado.

Em 5 de maio, Luchsinger menciona Lulinha em outra mensagem ao Careca. “Na época do Fábio, falaram de Friboi, de um monte de coisa, o (sic) maior… igual agora com você”, disse ela.

Como mostrou o Metrópoles na coluna Tácio Lorran, Roberta Luchsinger e o Careca estiveram juntos no Ministério da Saúde diversas vezes. Segundo os registros, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, os dois estiveram na pasta representando uma empresa de serviços de telemedicina, a DuoSystem.

A proximidade de Roberta com Lulinha é divulgada pela própria lobista nas redes sociais. Em uma publicação de março de 2024, ela divulgou uma tatuagem de melhores amigas com Renata Abreu Moreira, mulher de Lulinha. “Minha BFF e eu eternizadas na pele e no coração!”, escreveu.

Como mostrou a coluna, Lulinha veio ao Brasil para as festas de fim de ano, mas está prestes a voltar para Madri, na Espanha, onde vive desde meados do ano passado. A CPMI do INSS pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que impeça Lulinha de voltar para a Europa.

Ostentação nas redes e dívidas acumuladas

Considerada pessoa-chave na aproximação entre o filho do presidente e o “Careca”, Luchsinger ostenta uma vida de luxo nas redes, mas acumula pelo menos R$ 315 mil em dívidas em execução na Justiça e é acusada de ocultar seu patrimônio para evitar o pagamento dos débitos.

Uma das dívidas de Roberta Luchsinger diz respeito a uma reforma em seu apartamento. O processo resultou na penhora de seu carro, uma Range Rover. O automóvel só não foi apreendido porque não foi localizado no endereço informado à Justiça. O caso foi encerrado após um oficial de justiça ter levado da casa dela um quadro avaliado em R$ 70 mil, usado para quitar parte da dívida.

O sumiço do veículo, assim como as imagens de Roberta em eventos de luxo, levantam a suspeita de ocultação de patrimônio. Em três processos levantados pela coluna, a Justiça paulista teve dificuldades de localizar a herdeira para executar ações de cobrança — ou porque ela havia se mudado sem comunicar a Justiça, ou porque não estava em casa no momento da intimação.

Em nota à coluna em dezembro de 2025, a defesa de Roberta disse que “que não serão feitos comentários sobre processos cíveis relacionados a empresária ainda em tramitação, salientando que qualquer provimento judicial transitado em julgado será prontamente cumprido”. Segundo seus advogados, ela “possui endereço fixo, prestado em diversos processos e no qual já recebeu comunicações oficiais inúmeras vezes”.

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