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Andreza Matais

Paulo Figueiredo: “Magnitsky vai arruinar vida de Alexandre de Moraes”

Jornalista e influenciador disse que foco é ampliar consequências de sanções contra Alexandre de Moraes

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles
Alexandre de Moraes
1 de 1 Alexandre de Moraes - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Em entrevista ao Contexto Metrópoles na tarde desta segunda-feira (25/8), o influenciador e jornalista Paulo Figueiredo disse que o foco dele e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é ampliar as consequências da sanção na Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, do STF.

“No momento que estamos vivendo, o foco tem sido em ampliar o enforcement, a aplicação da Lei Magnitsky. A gente tem trabalhado em esforços muito grandes nessa direção, e o objetivo final onde a lei chega (é) o ministro Alexandre de Moraes ter a vida pessoal praticamente arruinada”, disse ele.

“(Queremos ter certeza de que) não há nenhuma fresta para o pseudojuiz, o violador de Direitos Humanos Alexandre de Moraes, possa continuar se movimentando”, disse.

“Teremos a impossibilidade de ele usar qualquer mídia social, WhatsApp, até mesmo ter um telefone da Apple com conta no iCloud, pois são empresas americanas que não podem ter relações com indivíduos sancionados”, detalhou Figueiredo.

“Isso vai para grandes redes hoteleiras, como a Marriott, a Intercontinental. Isso impede que o ministro se hospede em hotéis que fazem parte de redes norte-americanas ou constituídas dentro dos EUA. (…). Companhias aéreas, como a própria Latam, estão constituídas nos EUA, então também ficam impedidas de ter relações”, explicou ele.

“Tivemos um evento agora do Lide (no qual Moraes discursou, na última sexta-feira). O Lide tem constituição nos Estados Unidos. Agora, a aplicação disso demanda tempo, e vai demandar um esforço muito grande aqui nos Estados Unidos”, disse.

“Estamos também trabalhando para que sejam identificados os familiares e sócios (de Alexandre de Moraes) que ainda deem suporte financeiro a ele. Os mais efetivos são a esposa e os filhos, que herdaram o escritório de advocacia, que seja chamava Alexandre de Moraes Advogados”, disse ele.

“Esses também são indivíduos sancionáveis. A partir da aplicação da lei a esses indivíduos no seu limite, aí fica mais produtiva a aplicação a outros indivíduos e seus apoiadores financeiros”, disse Paulo Figueiredo.

Alexandre de Moraes toca inquérito que investiga Figueiredo

Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, 41 anos, é filho do ex-presidente e general de Exército João Figueiredo (1979-1985), o último do período da ditadura militar.

Com centenas de milhares de seguidores nas redes sociais, Figueiredo vive na Flórida, nos Estados Unidos, e apresenta atualmente um programa diário via internet, o Paulo Figueiredo Show.

O jornalista e influenciador é personagem central na crise diplomática recente entre Brasil e Estados Unidos. Ele mantém contatos constantes com autoridades do governo do republicano Donald Trump e é um dos aliados mais próximos do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que também vive nos EUA atualmente.

Em 18 de fevereiro deste ano, Paulo Figueiredo foi denunciado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. De acordo com este órgão, Figueiredo estaria envolvido na suposta tentativa de golpe de Estado entre o fim de 2022 e o começo de 2023.

Segundo a PGR, Figueiredo foi escolhido pelo núcleo golpista como uma espécie de porta-voz para divulgar mensagens voltadas aos militares, uma vez que ele teria respaldo dentro desse segmento. Numa de suas lives, Figueiredo divulgou informações de uma carta elaborada pelos chefes militares pró-golpe.

Para a PGR, Figueiredo “buscou forjar um cenário de coesão dentro do Exército Brasileiro sobre a necessidade da intervenção armada, retratando os dissidentes como desertores, merecedores de repudio pessoal e virtual”, diz um trecho da denúncia.

“Aderiu, pois, ao projeto golpista da organização criminosa, do qual tinha ciência prévia, e instrumentalizou a sua condição de comunicador para provocar a cooptação do Alto Comando do Exército ao movimento golpista”, escreveu a PGR na denúncia.

No inquérito mais recente da Polícia Federal sobre coação no curso do processo e obstrução de Justiça, Paulo Figueiredo e o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, não foram indiciados. Mesmo assim, eles continuam sob investigação da PF neste caso, e há a possibilidade de que Figueiredo seja novamente denunciado pela PGR.

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