Lulinha na Finlândia: as fotos da viagem de R$ 1,8 milhão paga por lobista
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, esteve no país escandinavo em janeiro de 2025 com despesas pagas pela lobista Roberta Luchsinger

Em janeiro de 2025, o filho mais velho do presidente Lula (PT), o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, fez uma viagem à Europa com a lobista Roberta Luchsinger e com as famílias dos dois.
O passeio, revelado pela coluna em março, custou R$ 1,8 milhão, de acordo com orçamento encontrado pela Polícia Federal (PF) e tornado público nesta terça-feira pela colunista Malu Gaspar, de O Globo.
Na Finlândia, o grupo se hospedou num hotel exclusivo em meio à vegetação da taiga, na localidade de Rovaniemi. O Octola é um hotel de ultraluxo e de uso exclusivo, o que significa que cada grupo de visitantes ocupa o local de uma vez, sem dividir com outros hóspedes. É considerado o ápice do luxo em uma experiência off-grid na Finlândia.
Os valores começam em 11.500 euros por semana, por pessoa, e chegam a 42 mil euros na alta temporada, entre dezembro e janeiro. No câmbio de janeiro de 2025, isso significa diárias entre R$ 10,1 mil e R$ 37 mil, por pessoa.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa época, a turnê europeia foi documentada por Roberta Luchsinger e por sua filha em postagens no Instagram. No entanto, as postagens omitiram a participação de Lulinha e de sua família.
A viagem foi organizada por Marina Mantega. Ela é filha do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e amiga de Luchsinger. Marina Mantega trabalha em uma agência de viagens de luxo.
Para organizar a viagem e compartilhar as fotos, Roberta Luchsinger criou um grupo de WhatsApp. Além dela e de Fábio Luís, participava do grupo a mulher do filho do presidente, Renata Abreu Moreira.
A turnê inclui passagens por outros países da região e pela Suíça.
Ao jornal O Globo, a defesa de Lulinha disse em nota que não há ilegalidade na viagem.
“Fábio Luís não cometeu nenhum crime e esclarecerá, nos autos e perante as autoridades competentes, qualquer fato que possa estar sob apuração. Sua defesa não se manifestará sobre dados descontextualizados vindos de vazamentos seletivos e criminosos de supostos elementos de investigação. Esses vazamentos têm sido utilizados para a criação de ilações e narrativas falsas, modus operandi lamentavelmente muito utilizado nestas eleições”, disse a defesa, em nota.


























