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Andreza Matais

Foragido, Shimada já foi preso, solto e procurado em 5 endereços

Alvo da PF e a sancionado pelos EUA, ele é suspeito de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital

03/07/2026 12:20, atualizado 03/07/2026 12:24
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Divulgação/Polícia Civil
Victor Henrique de Oliveira Shimada, alvo de sanção dos EUA por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC

Procurado pela Polícia Federal nesta sexta-feira (3/6), o empresário Victor Shimada, apontado como ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) sancionado pelos EUA, já escapou de outras batidas policiais. No ano passado, agentes da 2ª Delegacia de Policia de Investigações Sobre Entorpecentes do Departamento de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil de São Paulo (PCSP) tentaram prendê-lo sem sucesso após irem a cinco endereços em três cidades paulistas.

Acusado de lavar dinheiro para a facção criminosa, Shimada foi investigado pela PC-SP na Operação Saturno, de acordo com relatório obtido pelo Metrópoles. Os agentes foram a cinco endereços dele em Santos, Praia Grande (SP) e na capital São Paulo.

Quando chegaram a um condomínio no bairro de Ponta da Praia, em Santos, o porteiro disse que ele morava no prédio ao lado. Ao chegarem no local, encontraram a ex-mulher do suspeito. “Camila Miranda Shimada (…), ex-esposa do investigado, [disse] que o mesmo, em razão da separação, também não reside mais naquele local”, narra relatório da PC-SP.

Os policiais bateram às portas dos pais dele e foram a endereços em que veículos dele estavam registrados. Não o encontraram.

Hoje, a PF também não conseguiu prendê-lo.

Mas Shimada chegou a ser preso pela PF em 2024. Em dezembro daquele ano, o empresário foi detido na Operação Velada por fazer quase 3 mil transferências Pix fraudulentas. Mas foi solto no mês seguinte mediante fiança e uso de tornozeleira eletrônica após conseguir um habeas corpus. Posteriormente, Shimada deixou de ser monitorado por tornozeleira.

Hoje, a defesa dele disse ao Metrópoles que não comentaria a operação. “Nesse contexto, qualquer manifestação sobre os fatos ou sobre o objeto da investigação seria precipitada”, afirmou o advogado Yuri Cruz. “Tão logo tenha acesso aos autos e às informações oficiais, a defesa realizará a análise técnica do caso e adotará as medidas jurídicas que entender cabíveis”, continuou.