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Flávio diz que ida aos EUA ajuda empresas e nega atrapalhar acordo

Pré-candidato ao Planalto afirma que Lula é quem piora a negociação contra tarifaço a produtos brasileiros

06/07/2026 16:14, atualizado 06/07/2026 18:34
Reprodução/YouTube
Flavio e Eduardo Bolsonaro live

O senador e pré-candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, rebateu nesta segunda-feira (6/7) críticas de que sua participação possa prejudicar as negociações contra o tarifaço americano.

Ele está em Washington, onde falará na terça-feira (7/7) em audiência do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), O senador afirmou que está nos Estados Unidos para “defender os interesses do povo brasileiro” e atribuiu ao presidente Lula a responsabilidade pela crise comercial.

“Eu estou aqui para defender os interesses do povo brasileiro, mesmo sem ser o presidente do Brasil, ainda”, afirmou o parlamentar, em vídeo divulgado à imprensa. “E vejo notícias dizendo que posso atrapalhar. Está de brincadeira!”, continuou.

“O Lula já atrapalhou e vai ser difícil reverter o estrago que ele causou.”
Flávio Bolsonaro, senador (PL-RJ)

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Por outro lado, o empresariado brasileiro está em alerta e temeroso de que as ações de Flávio atrapalhem as negociações técnicas e a atuação do governo Lula, que atua em outro fórum.

A atuação de Flávio revela uma tentativa de mudar de postura do clã Bolsonaro diante da ofensiva norte-americana contra o Brasil.

No ano passado, o irmão do senador, o ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), comemorou o tarifaço aplicado contra o Brasil.

Flávio abre audiências

O senador será o primeiro a falar no painel que discutirá as sobretaxas estudadas pelo governo americano sobre produtos brasileiros. Também participarão representantes de empresas, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Abicalçados.

Flávio afirmou que pretende apresentar argumentos técnicos e políticos contra a medida. O parlamentar também pretende defender o Pix durante a audiência. “O Pix é sagrado para todos nós, brasileiros”, afirmou.

Na estratégia que levará aos americanos, Flávio sustentará que uma eventual mudança de governo em 2027 poderia reaproximar Brasil e Estados Unidos, hoje governador por Donald Trump (Republicanos). “Enquanto eu defendo os brasileiros, Lula defende os bandidos brasileiros”, acusou.

Em carta enviada ao governo americano, Flávio ja havia afirmado que a aplicação imediata do chamado “tarifaço” acabaria fortalecendo politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição.

A audiência é a etapa final da investigação comercial aberta pelos EUA antes da decisão definitiva sobre as tarifas, prevista para 15 de julho.