Andreza Matais

Eduardo Bolsonaro enquadra “ala do PL” que quer anistia sem Jair

Eduardo Bolsonaro usou o X para dar recado direto a correligionários: “Esses planinhos escusos de vocês não irão prosperar”

atualizado

metropoles.com

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Vinicius Schmidt/Metropoles
Eduardo Bolsonaro
1 de 1 Eduardo Bolsonaro - Foto: Vinicius Schmidt/Metropoles

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou sua conta no X na manhã desta sexta-feira (5/9) para enquadrar a ala do Partido Liberal que tenta costurar um acordo de anistia com o Supremo Tribunal Federal. Para alguns correligionários de Eduardo, uma anistia que não inclua seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, teria mais facilidade de ser aprovada.

“Deixa eu falar logo com todas as letras, para que vocês entendam bem. Eu sei que vocês querem tirar meu pai da anistia para poder chantagear ele e força-lo a escolher o candidato que vocês querem emplacar. Qualquer anistia que não seja ampla e irrestrita não será aceita. Já irei conversar com a base parlamentar do PL sobre isso”, escreveu ele.

“A anistia será ampla e irrestrita ou não contará com o apoio da direita e não terá efeito de diminuir as sanções internacionais. Esses planinhos escusos de vocês não irão prosperar. Vocês estão brincando com coisa séria e vão acabar sendo vistos como colaboradores dos violadores de direitos humanos”, disse Eduardo.

Recentemente, em entrevista ao Contexto Metrópoles, Eduardo Bolsonaro, disse que há um plano de parte da direita para alijar sua família do poder. Disse ainda que ele e os outros integrantes da família sairão do PL caso o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, entre no partido.

Desde fevereiro deste ano, Eduardo vive nos Estados Unidos, de onde articula junto ao governo do republicano Donald Trump para que os EUA pressionem o Brasil contra o que considera serem abusos no processo judicial contra seu pai.

Recentemente, a Polícia Federal indiciou Eduardo e Jair Bolsonaro no inquérito que apura os possíveis crimes de coação no curso do processo e obstrução de justiça. Agora cabe a Procuradoria-Geral da República decidir se denuncia ou não Eduardo Bolsonaro nesse caso.

Para a PF, Eduardo incorreu nestes crimes ao articular as sanções contra o Brasil, como a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Moraes é o relator do caso contra Jair Bolsonaro, no qual ele é acusado de  tentar um golpe de Estado entre o fim de 2022 e o começo de 2023, após perder as eleições presidenciais para o presidente Lula (PT).

 

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