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Andreza Matais

Discurso tedioso de Tarcísio e climão. A festa do Republicanos

Partido comemorou 20 anos em festa que teve Tarcísio como estrela. Jair Bolsonaro e a pauta da anistia foram ignorados

26/08/2025 02:00
Discurso tedioso de Tarcísio e climão. A festa do Republicanos
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Com o principal noivo da política em seus quadros, o Republicanos fez um megaevento em Brasília, na noite desta segunda-feira (25/08), para comemorar os 20 anos do partido.

Auditório lotado e entretido por apresentações de samba, dança e lojinha para vender camisetas, blusinhas e bonés do partido, o governador Tarcísio de Freitas (a noiva) atuou como coapresentador, e os dirigentes do MDB, PSD e PL estavam na primeira fileira do espetáculo.

Dos aplausos ensaiados aos tapinhas nas costas, a festa foi uma demonstração nua e crua da política brasileira.

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O presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), surgiu no palco “magicamente” — quando o grupo de dança que se apresentava abriu a roda, lá estava ele, comandando o auditório — e enalteceu o fato de, pela primeira vez, o partido ter feito o presidente da Câmara.

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Para chegar lá, Hugo Motta (PB) fez um acordão que bypassou Marcos Pereira, que era o candidato e se viu forçado a desistir. No palco, tapinhas nas costas e Motta dizendo que aprendeu tudo com… Marcos Pereira.

Na primeira fila, Valdemar Costa Neto assistiu a Marcos Pereira dizer, em alto e bom som, que “se a conjuntura permitir, quem sabe teremos um candidato, não é, Tarcísio?”. Horas antes, Valdemar havia dito que ouviu de Tarcísio que, se ele concorrer à Presidência, será pelo… PL.

Gilberto Kassab estava ao lado de Valdemar. PL e PSD vivem às turras.

Uma fila atrás de Hugo Motta, a senadora Damares Alves (DF). Citada inúmeras vezes por Tarcísio (os dois foram alçados à política por Bolsonaro), ela participou do motim que paralisou o Congresso por horas para forçar a agenda da anistia. Motta mandou investigar os colegas de Damares na Câmara e já disse que a anistia não é sua agenda.

Também não é prioridade do Centrão que estava presente na festa. “Não tem nem projeto disso”, afirmou o dirigente de um desses partidos à coluna, ao ser questionado se agora a anistia vai.

Jair Bolsonaro ficou de fora da festa. O nome do ex-presidente sequer foi citado nos discursos — o que, na política, é sintomático de que é página virada. Lula também foi solenemente ignorado.

Tarcísio de Freitas optou por uma fala morna, lida e focada em economia, com termos incompreensíveis para quem não é da área, como desindexação. Os aplausos só vieram quando foi chamado ao palco — e, na saída, foram puxados pela juventude do Republicanos, que deu uma forcinha do auditório.