
Andreza MataisColunas

BRB faz evento com influenciadores para se explicar sobre caso Master
Em meio a suspeitas de fraude bilionária, banco aposta em influenciadores para controlar danos à reputação
atualizado
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O BRB recorreu a influenciadores digitais para tentar conter os danos à sua imagem após a repercussão do caso envolvendo o Banco Master.
A instituição marcou um almoço com criadores de conteúdo com o objetivo de “apresentar sua versão dos fatos” e orientar quais informações deveriam ser repassadas. Dirigentes do banco são investigados pela Polícia Federal por causa da transação de compra do Banco Master, que teria envolvido a aquisição de ao menos R$ 12 bilhões em créditos falsos.

A coluna teve acesso ao convite enviado, no qual o banco afirma que serão compartilhadas “informações relevantes sobre o que realmente está acontecendo”. Após o encontro, os participantes deverão publicar Stories com o conteúdo apresentado, que também serão repostados nos perfis oficiais do BRB.
Segundo o próprio convite, a iniciativa busca ampliar o alcance da narrativa do banco, explicando as medidas de contenção de danos e as ações de recuperação adotadas, para que os convidados divulguem as informações de forma “transparente e objetiva” a seus seguidores.
Em nota ao Metrópoles, a FLAP, agência de Marketing contratada pelo BRB, disse que “o contato estabelecido com influenciadores digitais partiu de uma iniciativa interna de cotação para um evento ainda em fase preliminar de planejamento, sem prévia submissão ou aprovação do Banco BRB”.
Segundo a empresa, “o objetivo da agência era convidar influenciadores reconhecidos no mercado pela seriedade e pela atuação no segmento econômico/ financeiro para um evento onde seria feita uma apresentação institucional pela nova direção do BRB. O propósito da iniciativa era ampliar o acesso à informação, promovendo transparência e permitindo que diferentes públicos tivessem contato com os esclarecimentos prestados pelo Banco”.
Além disso, a empresa argumenta que “em hipótese alguma, houve qualquer tentativa de compra de opinião ou interferência editorial”, e que “respeita a independência dos profissionais que atuam em redes sociais”.
