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Andreza Matais

Alcolumbre negociou com direita reeleição para comando do Senado

No estilo "servir bem para servir sempre", Alcolumbre tenta se manter presidente do Senado ao impor derrota na indicação de Lula para o STF

Repórter de Andreza Matais30/04/2026 04:13
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Davi Alcolumbre estampa adesivo com a frase Criança é prioridade absoluta - PL 2628 já. Projeto ECA Digital, proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. Adultização infantil Felca

As articulações para derrotar o presidente Lula em sua indicação ao Supremo passaram pelo compromisso da direita e e do Centrão de apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre à presidência do Senado por mais dois anos (2027/2028).

A direita e o centro-direita já têm maioria na Casa e se organizam para ampliar ainda mais esse domínio a partir do próximo ano. A eleição para o Senado é considerada estratégica por diferentes correntes políticas, já que cabe aos senadores analisar pedidos de impeachment de ministros do Supremo.

Alcolumbre vinha segurando todas as solicitações nesse sentido, mas deu ontem uma demonstração de que suas convicções são elásticas.

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À esquerda, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que retomou as discussões da PEC que acaba com a jornada de trabalho 6x1 após meses parada na Casa
Datafolha: para 70%, relação Lula-Congresso é de mais confronto
Lula, Janja e Alcolumbre
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À esquerda, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que retomou as discussões da PEC que acaba com a jornada de trabalho 6x1 após meses parada na Casa
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À esquerda, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que retomou as discussões da PEC que acaba com a jornada de trabalho 6x1 após meses parada na Casa

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Datafolha: para 70%, relação Lula-Congresso é de mais confronto
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Datafolha: para 70%, relação Lula-Congresso é de mais confronto

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Lula, Janja e Alcolumbre

Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

O senador já presidiu o Congresso duas vezes. O primeiro mandato foi entre 2019 e 2021. O segundo termina em fevereiro de 2027. A reeleição é permitida, nesse caso, porque se trata de nova legislatura.

O atual mandato à frente da Casa consolidou o poder de Alcolumbre — 73 dos 81 senadores o escolheram para comandar o Senado, da esquerda, passando pelo Centrão, centro e direita, teve votos em todas as correntes.

O governo Lula apoiou sua recondução.

A força de Alcolumbre se manifesta na forma como conduz o Senado. Ele atende às demandas dos colegas por cargos, emendas e outros interesses.

Na lógica do “servir bem para servir sempre”, garantiu, ao impor derrota a um Lula desgastado, com chance de perder a reeleição, e a um governo mal avaliado, mais dois anos no comando da Casa.