Advogado pede investigação do CNJ para desembargador da “turma do KN”
Advogado Alex Ferreira Borralho pediu ao CNJ que investigue desembargador Newton Ramos, citado em mensagens como membro da "Turma do KN"

O advogado Alex Ferreira Borralho ingressou nesta segunda-feira (21/9) com uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que o Conselho investigue a atuação do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Mensagens reveladas pela coluna nesta segunda-feira mostram Newton Ramos repassando ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, pedidos do ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nas conversas, assessores de Daniel Vorcaro referem-se a Newton Ramos e a sua mulher, a advogada Camilla Ramos, como “a turma do KN”.
Como revelou a coluna, o contrato do Master com o escritório de Camilla Ramos um incluía uma cláusula de êxito no valor de R$ 427 milhões.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOs pedidos incluem solicitações de diárias em hotéis de luxo, como o Fasano. Além disso, nas mensagens, Newton Ramos abastece Daniel Vorcaro informações sobre o andamento de uma causa envolvendo precatórios do setor sucroalcooleiro, na qual o Master tinha interesse.
As mensagens também mostram Camilla Ramos informando Daniel Vorcaro diretamente sobre um voto do ministro Nunes Marques na 2ª Turma do STF em favor dos interesses do Master.
Na ocasião, em meados de 2025, Nunes Marques votou a favor dos interesses do banco ao lado de Dias Toffoli e Edson Fachin.
A representação de Borralho é baseada nas informações reveladas pela coluna.
“As conversas divulgadas nas postagens e vinculativas do Requerido (desembargador federal Newton Pereira Ramos Neto), trazem combinação de encontro, menções a eventos com financiamento de despesas por Daniel Bueno Vorcaro, além de apontar para indiscutível proximidade de interesses voltados para as tramitações de desfechos de processos judiciais”, diz um trecho da representação.
O advogado pede que o CNJ dê prazo de 15 dias para a manifestação de Newton Ramos e, se houver evidências suficientes, que o Corregedor Nacional de Justiça do CNJ instaure um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta do magistrado.





