Policial preso suspeito de compor milícia guardava drogas em delegacia
Carcereiro foi preso em cumprimento a mandado de prisão expedido pela Justiça; ele mantinha cocaína e lança-perfume em armário do 65º DP

O carcereiro da Polícia Civil Milton Massaru Nakayama, o Japa, preso sob a suspeita de dar apoio no sequestro de um homem de 34 anos, no último dia 12, também foi detido em flagrante e indiciado por tráfico de drogas na ocasião. Ele é apontado pela investigação como membro de uma milícia armada, que extorque comerciantes e criminosos na capital paulista.
A coluna apurou que o flagrante ocorreu quando a Corregedoria Geral da Polícia Civil cumpria um mandado de busca e apreensão, sábado (22/8), no 65º DP (Artur Alvim), onde Nakayama está lotado e situado na mesma região na qual ocorreu o sequestro de um suposto traficante de drogas (assista abaixo).
No armário pessoal do carcereiro foram encontrados 12 pinos de cocaína e quatro frascos de lança-perfume.
As drogas, conforme apurado pela coluna, poderiam compor o chamado “kit flagrante”, usado para incriminar de forma fraudulenta alvos de policiais corruptos. Outra linha da investigação é a de que as substâncias poderiam compor um lote, desviado pelo policial e pulverizado em outras ações, como a revenda.
Prisão por sequestro
Enquanto a droga era localizada no armário de Japa, ele era preso em casa, por determinação judicial, por suposta participação em um sequestro, registrado em vídeo, no qual participaram o também policial civil Rafael Juergen Shult, o irmão dele e outros suspeitos — todos ainda foragidos. Para o rapto, a organização criminosa usou uma viatura falsa, registrada em nome de Rafael.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDurante o cumprimento dos mandados contra o carcereiro do 65º DP, a Corregedoria localizou um Chevrolet Corsa, vinho, adaptado para parecer uma viatura da Polícia Civil, usada em serviços velados. Na ocasião, uma arma de fogo ilegal também foi encontrada na residência do carcereiro.
A suspeita é a de que o Corsa também seria usado na abordagem de vítimas da milícia — que atua também com um Chevrolet Trailblazer, flagrado em ações suspeitas nas zonas leste e oeste da capital paulista.
A defesa de Milton Massaru Nakayama não havia sido localizada até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.




