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Alfredo Henrique

Líder de grupo no Telegram é preso por estupro de jovem filmado e divulgado

Decisão judicial aponta que adolescente foi dopada, abusada e queimada com cigarros antes de imagens do crime circularem na internet

16/09/2026 18:37
Reprodução/Arquivo Pessoal
Rapaz pardo de óculos e cabelo curto - Metrópoles

Apontado pela Polícia Civil como líder de um grupo virtual investigado por exploração sexual de crianças e adolescentes, incentivo à automutilação e estupros virtuais, Nicolas Archanjo Silva, de 21 anos, o Naro (imagem em destaque), foi preso temporariamente em São Paulo.

A ordem judicial relaciona diretamente o investigado a um caso de estupro de vulnerável, gravado e posteriormente divulgado em canais na internet.

Segundo a decisão obtida pela coluna, a adolescente foi atraída até a casa de Nicolas e ingeriu uma bebida oferecida por ele. A substância teria reduzido sua capacidade de discernimento e reação.

Líder de grupo no Telegram é preso por estupro de jovem filmado e divulgado - destaque galeria
4 imagens
Naro teria dopado e estuprado vítima de 16 anos
Ele já é investigado por outros crimes, fomentados no ambiente virtual
Vítima foi agredida fisicamente após abuso sexual
Líder de "panela" foi preso por determinação judicial
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Líder de "panela" foi preso por determinação judicial

Reprodução/Polícia Civil
Naro teria dopado e estuprado vítima de 16 anos
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Naro teria dopado e estuprado vítima de 16 anos

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Ele já é investigado por outros crimes, fomentados no ambiente virtual
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Ele já é investigado por outros crimes, fomentados no ambiente virtual

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Vítima foi agredida fisicamente após abuso sexual
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Vítima foi agredida fisicamente após abuso sexual

Reprodução/Arquivo Pessoal

Nesse estado, ela teria sido submetida a atos sexuais sem consentimento, agressões e queimaduras com cigarros. Nicolas teria registrado o abuso em vídeo e espalhado as imagens em canais virtuais, prática chamada pelo grupo de “explanação”. Ele é monitorado pela Polícia Civil por outros crimes. O mandado de prisão, expedido pela Justiça, foi comprido segunda-feira (14/9) na capital paulista.

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A defesa de Nicolas não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

“Acordei com a câmera na minha cara”

Em um vídeo publicado após o episódio, obtido pela coluna, a vítima de Naro, de 16 anos, relata que não estava consciente quando o abuso começou.

“Eu nem tava consciente porque […] me desmaiou. Eu acordei com a câmera na minha cara já”.

Ela também afirma que o vazamento das imagens transformou a vida dela “num inferno.” A vítima fala ainda sobre ameaças posteriores à divulgação do vídeo.

A decisão judicial afirma que, mesmo depois do episódio, houve “reiteração de ameaças virtuais”, invasões de canais de áudio usados pela vítima e exposição contínua de conteúdo íntimo. Para a Justiça, os elementos reunidos apontam a “alta reprovabilidade das condutas delitivas” e a necessidade de impedir interferências na investigação.

Grupo sob investigação

O documento aponta que o grupo END, no Telegram, era monitorado por disseminação de exploração sexual infantojuvenil, induzimento à automutilação, estupros virtuais e coação. A investigação atribui a Nicolas a liderança da estrutura e menciona notícias de outras possíveis vítimas submetidas a condutas semelhantes.

Nicolas foi preso temporariamente por investigação de estupro de vulnerável, crime classificado como hediondo. A decisão também registra antecedentes por infrações ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas sem especificá-los