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Alfredo Henrique

Justiça marca interrogatório de coronel réu pela morte da esposa PM

Geraldo Neto deverá deixar o Presídio Romão Gomes para participar de audiência em 28 de agosto

03/08/2026 18:49, atualizado 03/08/2026 19:05
Reprodução/Redes Sociais
Casal em foto de casamento, com a mulher com efeito translucido. Tenente-coronel e soldado da PM - Metrópoles

A Justiça de São Paulo determinou que o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 54 anos, seja apresentado ao Fórum Criminal da Barra Funda, no próximo dia 28, para a continuidade da audiência do processo no qual é réu pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.

O oficial, mantido no Presídio Romão Gomes, na zona norte paulistana, deverá chegar ao fórum às 9h, uma hora antes do início do ato. O intervalo será usado para revista e uma conversa reservada entre Geraldo e sua defesa. A ordem foi expedida nesta segunda-feira (3/8) pela 5ª Vara do Júri.

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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil

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Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar o interior do apartamento
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Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar o interior do apartamento

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Conversas revelam tensão e dificuldade dos policiais em conter superior na cena
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Conversas revelam tensão e dificuldade dos policiais em conter superior na cena

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O interrogatório do tenente-coronel havia sido adiado porque seu advogado pediu um laudo pericial complementar. Ele também solicitou as gravações feitas no 8º DP (Brás) durante a reprodução das versões apresentadas pelo réu e por testemunhas.

Assédio moral e sexual

Na mesma audiência, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu que a Corregedoria da Justiça Militar também investigue relatos de assédio moral e sexual supostamente praticados por um superior hierárquico contra uma testemunha protegida. O pedido foi deferido.

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Geraldo está preso desde 18 de março e responde por feminicídio e fraude processual. Gisele, de 32 anos, morreu com um tiro na cabeça, disparado pela arma do marido, em 18 de fevereiro, no apartamento em que o casal vivia no Brás, no centro da capital paulista.

O coronel afirma que a esposa tirou a própria vida. A Polícia Civil concluiu, porém, que os laudos e demais elementos colhidos tornaram a hipótese de suicídio inviável.

A investigação também apontou que conversas sobre a separação do casal teriam sido apagadas do celular de Gisele após a morte. As mensagens foram recuperadas pela perícia e, segundo a polícia, contrariam a versão apresentada pelo oficial da PM.