Após agredir filha de 6 anos, advogado diz que “pode ter sido ríspido”.
Câmera de monitoramento flagrou Marcos Atnônio Fincatti, de 44 anos, gritando, puxando cabelo e desferindo tapas contra criança em SP

O advogado Marcos Antônio Fincatti, de 44 anos, afirmou à Polícia Civil que “pode ter sido um pouco ríspido” com a filha, de 6 anos, após ser filmado puxando os cabelos e dando tapas na criança dentro do elevador do prédio onde moram, na zona norte de São Paulo (assista abaixo).
Preso em flagrante nessa quinta-feira (20/8), ele também admitiu ter ingerido bebida alcoólica e declarou não se lembrar integralmente “de tudo o que ocorreu”. Sobre uma acusação de agressão contra a esposa, disse ter “95% de certeza de que não encostou” nela.
As declarações constam no depoimento prestado pelo advogado e obtido pela coluna. A câmera de monitoramento do condomínio registrou parte do episódio.
Nas imagens, Marcos aparentemente grita e coage a filha enquanto a porta do elevador ainda está aberta. Uma pessoa se aproxima e, nesse momento, ele se distancia da criança.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAssim que a porta se fecha, porém, o advogado volta a repreendê-la, puxa seus cabelos e desfere tapas. Ele também retira um par de tênis que estava com a garota, joga os calçados no chão e os chuta.
“Grande desespero”
Em depoimento, Marcos contou que cuidava da filha naquela tarde e precisou deixar o prédio. Segundo ele, a criança teria permanecido com uma amiguinha no hall do condomínio.
Ao retornar, afirmou não ter encontrado a menina, situação que teria lhe causado “grande desespero”.
Questionado sobre o que ocorreu depois, declarou que “pode ter sido um pouco ríspido com a criança”.
O advogado também reconheceu ter consumido bebida alcoólica antes do episódio e afirmou não conseguir se recordar integralmente dos acontecimentos.
“95% de certeza”
A mãe da menina apresentou uma versão diferente à Polícia Civil. Ela contou que estava trabalhando em um escritório enquanto o marido permanecia em casa com a filha. Por volta das 14h, telefonou para ele e acreditou que tudo “transcorria normalmente”, sem perceber qualquer situação anormal.
Ao retornar ao apartamento, porém, afirmou ter ouvido uma “discussão acalorada” entre pai e filha e o advogado chamar a criança de “filha da puta”.
A mulher relatou que entrou rapidamente no imóvel e questionou Marcos sobre a maneira como tratava a filha. Durante a discussão, disse ter empurrado o marido e afirmou que ele revidou.
Ao prestar depoimento sobre esse episódio, Marcos declarou ter “95% de certeza de que não encostou” na esposa e sustentou que houve apenas uma discussão verbal entre os dois.
Duas horas de negociação
A síndica do edifício acionou a Polícia Militar e levou mãe e filha para um local afastado do advogado.
Quando os policiais chegaram ao apartamento, encontraram Marcos trancado em um quarto. Como ele não abriu a porta, foi necessário arrombá-la.
Ainda de acordo com os relatos apresentados à Polícia Civil, o advogado se recusou inicialmente a acompanhar os policiais. Foram necessárias cerca de duas horas de negociação até que ele concordasse em deixar o imóvel.
Os militares relataram que o apartamento estava “totalmente revirado”, com objetos espalhados pelo chão.
Marcos foi levado à 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde acabou preso em flagrante e indiciado por maus-tratos.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi comunicada sobre a prisão.




