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A Netflix lançou a segunda parte de Making a Murderer, série documental que entregou às cineastas Laura Ricciardi e Moira Demos quatro Emmys. Nesta sequência, as realizadoras atualizam o caso, cercado de dúvidas e especulações, de Steven Avery e Brendan Dassey.

Para quem precisa refrescar a memória, a história contada na primeira temporada da série foi ambígua, retratando Avery como um cidadão perseguido pela polícia do condado de Manitowoc, em Wisconsin, nos Estados Unidos. Segundo a versão oficial, o homem e seu sobrinho, Brendan Dassey, haviam estuprado, assassinado, desmembrado e queimado o corpo de Teresa Halbach.

Na primeira temporada, os advogados de defesa – Dean Strang e Jerome Buting – tornaram-se os queridinhos da internet. Ambos receberam fama e até uma turnê pelos Estados Unidos onde discutiam a justiça americana no palco. Na segunda, fica claro que os defensores fizeram um trabalho cercado de incompetência.

A nova temporada apresenta importantes figuras que, atualmente, tentam provar a inocência de Avery e Dassey. Os advogados Laura Nirider e Steven Drizin, do Center on Wrongful Convictions of Youth (CWC) fazem parte do time de defesa de Dassey, alegando que sua idade, QI reduzido e as palavras dos detetives envolvidos geraram uma confissão obtida sob coerção e, portanto, não válida.

A estrela da temporada é Kathleen Zellner, a nova advogada de Steven. Famosa por inocentar 17 pessoas de condenações injustas, ela aceitou o caso depois de assistir à série em 2016. O diferencial da nova defensora é sua dedicação à verdade: Kathleen deseja provar a inocência dos condenados e, consequentemente, achar o culpado.

A advogada tem tanta confiança na inocência de Avery que lançou um desafio de 100 perguntas; quem conseguir respondê-las e provar a culpa de Steven ganha US$ 10 mil.

 

Esta temporada desconstrói todas as dúvidas que permaneceram após a primeira parte, principalmente pelas opiniões emitidas por especialistas contratados por Zellner e seu time de advogados. Grande parte dos 10 episódios é focada nas vidas das famílias Avery e Dassey, em sofrimento pelo sentimento de injustiça. Certamente, a sequência é mais desalentadora que a anterior.

Avaliação: Ótimo



 


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