Veja seis erros mais frequentes no sexo oral, e fuja de todos eles

O Metrópoles dá dicas para quem deseja surpreender o parceiro/a e não fazer feio na hora do prazer

atualizado 17/07/2019 18:58

O sexo oral é uma das formas mais comuns de chegar ao orgasmo. Mais que uma preliminar, pode ser um fim em si, quando bem-feito. Muita gente, entretanto, comete erros durante essa prática. Bem mais que contato direto dos lábios e da língua com os órgãos genitais, ele pede calma, atenção e paciência. Há mais detalhes do que supõe a vã filosofia.

O primeiro e mais óbvio dos conselhos é: não seja egoísta. Para os homens, é culturalmente comum receber o famoso “boquete”, até mesmo onde não é socialmente aceito, como em lugares públicos. O inverso, por sua vez, não é recorrente.

Ainda há quem se recuse a devolver o carinho à parceira.  (Não seja essa pessoa!)

“Uma pesquisa apontou que mais de 50% dos homens não gostam de fazer sexo oral. Um dos pontos levantados é o medo de não conseguir fazer a parceira gozar. Historicamente, o homem tem esse peso de ser o cara que consegue tudo, inclusive dar múltiplos orgasmos à mulher”, avalia a terapeuta e educadora sexual Sabrina Munno.

No embalo dessa polêmica, uma universidade colombiana – a Universidad de Antioquia – realizou, em junho, uma aula gratuita aos alunos cujo tema era sexo oral. A programação englobou de boas práticas de higiene a como usar as camisinhas específicas para tal atividade.

O tema gera debates dentro e fora da cama.  O Metrópoles enumera, então, os seis erros mais frequentes. Fuja deles. Pois, definitivamente, boca não é só para se alimentar.

1 – Você não entende os sinais

Não há script ou beabá para o “boquete” ou “chupada” perfeitos. A graça está, justamente, em entender os sinais e necessidades de quem está ao seu lado. O gemido é a ferramenta número 1. Escute-o.

“Cada pessoa é única. A pele é o nosso maior órgão e é cheia de terminações nervosas. É preciso ter cuidado ao tocar alguém. Vá aos poucos, massageando, lambendo, sentindo os sinais e os retornos. Explore. A mulher tem menos coragem de falar, pois foi criada para ‘ser submissa’, enquanto o homem ainda se vê como ‘quem dá prazer’. Por isso, muitos ficam tímidos e não exploram o corpo da parceira”, afirma.

2 – Você só quer saber de penetração

O clítoris tem mais de 8 mil terminações nervosas. Desvende-o. “Brinco que se o homem não tivesse pênis as mulheres não teriam nenhum problema. Temos um órgão perfeito e o clítoris, que podem ser satisfeitos de várias formas. Você pode usar as mãos, um vibrador, gel excitante…. Há inúmeros artigos à venda no mercado sensual. Não existe certo e errado dentro de quatro paredes, desde que haja consentimento”, conta a terapeuta sexual Sabrina Munno.

Intercale toques gentis com os dedos dentro da vagina e chupadas no clítoris e nos lábios. Use a língua sem parcimônia. Para cima ou para baixo, em círculos, de lado a lado, com tremidas na região central. Opções de movimentos não faltam. Vale até estimular os mamilos enquanto está “cara a cara” com a vulva.

“Na relação lésbica, o sexo oral é sensacional para o casal”, aponta. Por isso, a especialista costuma passar o seguinte dever de casa aos pacientes héteros em crise: esqueça a penetração. “A mulher é muito estimulada pela imaginação. Muitas gozam só em ler um conto erótico.”

3 – Você esquece dos testículos

“Faço sempre a seguinte analogia: uma criança adora o mar e a praia. Ela vai amar brincar na areia, mas uma hora irá se entediar. Agora, dê a ela um baldinho e um rastelo. Ela fica ali a tarde inteira”, compara Sabrina.

No caso do “boquete”, ainda há quem fique preso ao movimento de tirar e por o pênis na boca. Vá além. Coloque um gel aquecedor e assopre. Ou use um anel peniano, sex toy de silicone que dá uma “tremida” no órgão e retarda a ejaculação (mas, cuidado: não fique mais de 20 minutos com o brinquedo, pois ele interfere na circulação de sangue).

Outro mimo interessante pode ser o egg, uma espécie de “touca” para o pênis. “Ele tem ranhuras na parte interna e é ótimo para a masturbação. Dá para colocá-lo na cabeça do pênis enquanto faz sexo oral nos testículos do parceiro, uma zona esquecida”, sugere a profissional.

Mais uma dica. Peça ao seu companheiro para fechar os olhos. Coloque um vibrador de clítoris ao lado da bochecha enquanto intercala movimentos no pênis – sem esquecer da glande, onde há 4 mil terminações nervosas. Por fim, há sprays que tiram a sensibilidade da garganta e ajudam na missão “garganta profunda”, evitando a ânsia de vômito na hora H.

4 – Você despreza o ânus

Há quem defenda que a próstata é o Ponto G do homem. “Mas muitos não gostam de ser estimulados na região anal. Puro preconceito!”, complementa. Para quem não sabe por onde começar, o conselho é pressionar o períneo enquanto estimula os testículos com os lábios.

Já no caso da mulher, existem várias posições que facilitam com que a língua deslize facilmente da vulva para o ânus.

Se a missão for concluída, um resultado é invariável: o gozo. Não há problema engolir, desde que haja intimidade entre o casal. “O sêmen, em si, é composto de açúcar e água. Ele pode até ter um gosto ruim, mas aí depende da alimentação da pessoa”.

5 – Você não olha para seu pênis ou vagina

“Há algo muito importante e que as pessoas não fazem: pegar um espelho e olhar seus órgãos genitais. Repare se a região está avermelhada demais ou se tem feridas”, ensina Sabrina.

O cuidado começa aí, e exige outras etapas, como a masturbação. “Não deixe seu prazer apenas nas mãos de outra pessoa… O autoconhecimento é superimportante. Assim, você diz o que quer e como gosta. Esse diálogo precisa existir para que os relacionamentos sejam saudáveis.”

Ela também chama atenção para o costume de fazer exames com frequência. “Há muitas DSTs silenciosas”, completa. Ainda é de bom tom um banho “daqueles”, com higienização da área com sabonetes próprios. Existem opções disponíveis para homens e mulheres que respeitam as características e PH das zonas erógenas.

6 – Você tem nojinho

Tanto o pênis quanto a vagina têm um cheiro característico e não há nada incomum nisso. “Sempre digo o seguinte: se há ‘nojo’, tchau, não é seu parceiro ideal”, afirma Sabrina. E se esse for o problema, vale tratar na terapia”, finaliza.

SOBRE O AUTOR
Rebeca Oliveira

É formada em comunicação social e pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia pelo Centro Universitário Iesb. Possui cursos nas áreas de jornalismo de moda pela Escola de Negócios da Moda (EnModa) e de fotografia pela Universidade de Brasília (UnB). Atuou como repórter de cultura e gastronomia no Correio Braziliense e de comportamento nas revistas Encontro Brasília e Encontro Gastrô. Como freelancer, colaborou com portais como o HuffPost Brasil. Durante dois anos, foi editora-chefe do site e redes sociais do GPS|Lifetime.

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