Bolha do sexo: entenda método e saiba se é eficaz para transas casuais
Derivada da bolha social, a tática consiste em definir parcerias fixas (sem relacionamento sério) e estabelecer regras para os encontros

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, uma das preocupações dos solteiros é como ficaria o sexo casual durante a quarentena. Com o passar do tempo e a flexibilização das medidas de segurança, começaram a aparecer algumas soluções.

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Ver todasPara além de higienização, sexo com máscara, entre outros, um dos métodos sugeridos foi a bolha do sexo. A prática é derivada da bolha social, que foi apresentada como medida de retomada na Nova Zelândia.
A bolha sexual consiste em, em outras palavras, encontrar um “contatinho fixo” para se relacionar durante o período em que ainda há risco de contaminação. A partir da escolha, os parceiros devem alinhar regras em relação aos encontros entre si e com outras pessoas.
A sexóloga da plataforma Sexo Sem Dúvida, Jéssica Siqueira, explica que, em tempos de pandemia, um parceiro sexual fixo não precisa significar um relacionamento sério.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“A exclusividade aqui é diferente. Não é porque você está participando de uma bolha sexual com a pessoa que obrigatoriamente está namorado, ou algo assim”, explica.

É seguro?
Uma vez que o contágio do coronavírus acontece por proximidade e contato com gotículas, afirmar que o método é 100% seguro é impossível (sexo = contato e gotículas). Mas, certamente, manter uma parceria física diminui as chances.
Contudo, é importante frisar que o conceito de bolha sexual só dá certo se a exclusividade for levada a sério pelas duas partes. A bolha social, por exemplo, é considerada falha por alguns especialistas pelo fato de que as bolhas das pessoas acabam se misturando eventualmente.
Com a bolha sexual, isso não pode acontecer. “Para funcionar, é preciso um contrato entre ambos, em que se comprometem a serem sinceros e manterem-se fixos. Se acontecer essa mistura, logo aumentam as chances de contágio, e o conceito da bolha perde o sentido”, afirma a especialista.

Masturbação amiga
Vale lembrar que, ainda que a quarentena já não esteja mais tão restrita quanto antes, a vacina ainda não saiu e todo cuidado é pouco. Logo, sempre que for possível não se expôr, essa será a melhor opção.
Para, mesmo assim, manter a vida sexual ativa e saudável, a psicóloga recomenda como 100% seguras a autoerotização e masturbação, sem contar o sexo a distância.
“Na busca pelo prazer solo, vale usar brinquedos eróticos, trocar nudes (com todas as medidas de segurança para preservar sua privacidade), sexo virtual ou o famoso sexting que é a troca de mensagens eróticas, mais conhecidas como o sexo por mensagens”, diz.






