O povo não é idiota. Sabe que polícia é o bem, e bandido, o mal

É óbvio que policiais erram. Mas as pessoas sabem que não há um bandido sequer que esteja a favor da população

Giovanna Bembom/MetrópolesGiovanna Bembom/Metrópoles

atualizado 25/11/2019 9:46

Está claríssimo para a maioria dos brasileiros, há muitos anos, ou desde sempre, que polícia é uma coisa boa e bandido é uma coisa ruim.

As pessoas não são idiotas. Sabem, é óbvio, que policiais erram, podem tratar mal o público, não investigam nem reprimem como deveriam os crimes cometidos e cometem, eles próprios, uma série intolerável de atos criminosos.

Mas sabem, também, que não existe um único caso de bandido que esteja a seu favor – e que qualquer policial, no fim das contas, é melhor que qualquer criminoso.

O presidente Jair Bolsonaro, por um fenômeno até agora não esclarecido pelos nossos esclarecedores de questões nacionais, foi o único político de primeira grandeza no Brasil a entender esse fato evidente da vida – e por isso, em grande parte, virou presidente da República.

Bolsonaro acaba de apresentar seu esperado projeto reforçando a proteção jurídica para policiais e para as forças armadas em ações de combate ao crime – sim, porque nos últimos anos todo o esforço das nossas autoridades judiciais e legisladores vem sendo na direção exatamente oposta. Em sua visão do mundo, o grande problema da criminalidade do Brasil é a polícia, e não o bandido.

O novo projeto, que agora entra na sua Via Crucis no Congresso, pretende consertar, tanto quanto possível, essa aberração. Vai ser uma batalha: “oposição”, boa parte da mídia, “movimentos sociais” e todo o resto estão prontos para tomar partido contra as forças da ordem e a favor das forças do crime – continuam convencidos que, “politicamente”, esse tipo de posição é essencial na sua luta de “resistência” à direita.

Ficam todos indignados, depois, quando a população mostra que prefere o presidente aos assassinos, ladrões e estupradores.

* Este texto representa as opiniões e ideias do autor.

SOBRE O AUTOR
J.R Guzzo

É jornalista e colunista do Metrópoles. Na década de 1960, foi subsecretário da edição paulista do jornal Última Hora. Entrou na Editora Abril em 1968 e dirigiu o mais importante título do grupo, a Veja, entre os anos 1976 e 1991, tendo ainda atuado no Conselho Editorial da Abril. Escreveu uma coluna na revista até 2019.

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