Voos internacionais que chegam ao Aeroporto JK crescem 15%

No mês de novembro, terminal aéreo registrou 22 voos internacionais a mais para o DF em comparação com mesmo período de 2017

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 26/11/2018 19:53

Este mês de novembro foi marcado por uma elevação de 15% no número de voos internacionais que desembarcaram no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília. O total de 163 aeronaves originárias de outras nações com destino à capital federal representa 22 a mais que a quantidade registrada no mesmo período de 2017. O levantamento foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), com base nos dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

No caso de Brasília, os voos partiram de: Orlando e Miami, nos Estados Unidos; Cidade do Panamá; Punta Cana, na República Dominicana; e de Lisboa, em Portugal. As rotas vindas de Portugal e da Cidade do Panamá, em especial, representam a conectividade do Brasil com países da Europa e da América do Norte, respectivamente. “Captar novos voos para o Brasil é uma das formas que temos de gerar empregos, ampliar a comercialização e injetar receitas para o nosso país através do turismo”, afirma a presidente da Embratur, Teté Bezerra.

Ainda neste mês, o Distrito Federal ganhou dois novos voos para os Estados Unidos. A companhia área Gol inaugurou, em novembro, dois voos diários entre a capital federal e as cidades norte-americanas Miami e Orlando. Em dezembro, o trecho direto para Buenos Aires, capital da Argentina, também começará a ser operado, saindo do Aeroporto Internacional de Brasília.

Para o secretário de Esporte, Turismo e Lazer, Jaime Recena, o incremento de voos é resultado de esforço coletivo entre os setores privado e público. “A localização privilegiada de Brasília permite conexões rápidas e eficientes. Com isso, toda uma cadeia está sendo incentivada com a criação de emprego e renda”, destacou.

Em comparação com o primeiro semestre de 2017, o número de voos diretos internacionais partindo de Brasília cresceu 13,5%. Até setembro deste ano, o Aeroporto JK embarcou mais de 354 mil passageiros internacionais. O índice divulgado pela Inframerica, concessionária responsável pela administração do terminal, pode crescer ainda mais com a integração desses novos trechos.

Segundo Recena, fator determinante para a inclusão dos novos voos foi a diminuição do valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o combustível de aviação. As regras para benefícios fiscais às companhias aéreas estão estabelecidas por meio de decreto distrital. A empresa tem redução do valor cobrado do ICMS de querosene de aviação à medida que inaugurar novos destinos nacionais e internacionais partindo da capital.

“Em 2018 aumentamos em 50% a frequência de voos internacionais do Aeroporto de Brasília, de 52 para 78 voos semanais. Poucos meses depois de o decreto ser publicado, quatro novos destinos foram anunciados pela Gol: Miami, Orlando, Buenos Aires e Cancún. Para expandir ainda mais, estamos trabalhando com todas as companhias aéreas para atrair novas rotas e destinos para o aeroporto da capital do país”, disse ao Metrópoles Juan Djedjeian, diretor de Operações da Inframerica, concessionária do aeroporto internacional.

Vistos
De acordo com a empresa, em 2017, os Estados Unidos ficaram em segundo lugar no ranking de estrangeiros chegando ao Brasil, com 475 mil visitantes, e cerca de 450 mil deles chegando pelos aeroportos brasileiros. Por sua vez, Portugal aparece na 10ª posição, com 144 mil turistas. No total, no ano passado, 6,6 milhões turistas estrangeiros chegaram ao território brasileiro.

A América Latina continua sendo a região que mais oferta viagens para o Brasil. Em novembro, são 2.661 voos. Em seguida, Europa (1.020), América do Norte (960), África (159) e Ásia (141). Quanto a esse crescimento, a Embratur credita as regras que facilitaram a emissão de vistos brasileiros para os norte-americanos. Por meio de um sistema eletrônico, tornando o processo mais rápido e barato, hoje é possível que eles consigam a permissão em até 72 horas e por apenas US$ 40 (cerca de R$ 160).

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

Últimas notícias