Setor de serviços no DF teve maior retração do Brasil em novembro, diz IBGE

Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), das 27 Unidades da Federação, 19 avançaram no mesmo período, apesar da pandemia da Covid-19

atualizado 13/01/2021 14:16

Justiça proíbe demissões mais baratas em hotéis, bares e restaurantes do DF Rafaela Felicciano/Metrópoles

O setor de serviços no Distrito Federal teve queda de 9,9% de outubro para novembro de 2020 após cinco meses de plena expansão. O resultado fez com que a capital da República registrasse um índice 20,14% abaixo do patamar de fevereiro do ano passado, antes, portanto, do reconhecimento oficial do início da pandemia do novo coronavírus.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (13/1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o estudo, a variação volume de serviços registrada no DF, no mês de novembro, ficou abaixo da média do Brasil (2,6%), e foi a maior retração entre as Unidades da Federação (UF).

Segundo indicou o IBGE, dos 26 estados e o Distrito Federal, 19 avançaram em novembro de 2020, na comparação com o mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. Os índices do mês podem ser alterados na divulgação do mês subsequente, em virtude de retificações nos dados primários por parte dos informantes da pesquisa.

Em relação a novembro de 2019, para se ter uma ideia, o setor de serviços recuou 18,6% no Distrito Federal. Nessa comparação, os índices estão negativos desde março de 2020. O resultado ficou abaixo da média do Brasil (-4,8%) e registrou, ainda, o maior recuo quando comparado com os estados – houve queda em 22 das 27 Unidades da Federação.

Queda nas atividades

Ainda em comparação com novembro de 2019, todas as cinco atividades pesquisadas tiveram queda no DF, com destaque para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-39,2%), com redução de 24,9 pontos percentuais em relação ao mês anterior. As atividades de serviços prestados às famílias seguem com índice  negativo (-36,2%), mas com ganho de 1,4 ponto percentual em comparação com o indicador de outubro.

O volume de serviços acumulado no ano (de janeiro a novembro de 2020) caiu 10,2% frente ao mesmo período de 2019 e ficou abaixo da média do Brasil (-8,3%), também reflexo da crise sanitária.

A taxa dos últimos 12 meses recuou -9,7% em novembro de 2020, quando comparado com a de igual período imediatamente anterior, mantendo a trajetória de queda, e ficou abaixo da média do Brasil (-7,4%).

No caso do turismo local em novembro 2020, após seis taxas positivas seguidas, houve registro de queda de 5,2% com relação a outubro, na série com ajuste sazonal. Houve queda em três das 12 Unidades da Federação onde o indicador é pesquisado: Santa Catarina (-7,1%), Distrito Federal (-5,2%) e Minas Gerais (-3,2%).

Na série sem ajuste sazonal, frente a novembro de 2019, o índice de volume de atividades turísticas do DF continuou negativo (-40,8%). Em comparação com o último mês, houve queda de 4,5 pontos percentuais, primeira desde junho, ainda que o indicador permanecesse negativo. As 12 UFs investigadas mostraram recuo nos serviços voltados ao turismo, sendo o pior indicador o do DF.

No acumulado no ano (de janeiro a novembro de 2020), o volume de atividades turísticas do DF caiu 45,4% frente a igual período de 2019. A variação acumulada nos últimos 12 meses teve queda de 41,2%, quando comparado com a de igual período imediatamente anterior.

Com informações do IBGE

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