PP, PSDB e MDB querem comando da pasta de Desenvolvimento Social no DF

Aliados de Ibaneis Rocha miram na secretaria por ela ter tradição de eleger políticos após trabalhos com programas de distribuição de renda

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 11/12/2018 23:28

Conhecida como a pasta dos “votos de ouro”, por ser responsável pelos programas de distribuição de renda, a Secretaria de Desenvolvimento Social na gestão de Ibaneis Rocha (MDB) virou alvo de disputa entre partidos que integram a coalizão do futuro governo emedebista. Representantes do PP, do PSDB e do próprio MDB tentam convencer o próximo titular do Palácio do Buriti sobre quem é o mais apto a comandar a área social do Governo do Distrito Federal (GDF).

Ibaneis busca um nome de consenso e que não melindre aliados, para não chegar com problemas já no primeiro dia de governo. Para isso, deve mergulhar, nas próximas horas, nas indicações que tenham menor impacto político.

Atualmente, a pasta ocupa uma grande estrutura e é chamada de Secretaria de Estado de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh). Contudo, Ibaneis já sinalizou que desmembrará as áreas hoje reunidas num único órgão e deixará apenas duas pastas: Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

Até agora comandado por Ilda Peliz, aliada e indicação pessoal do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), o órgão passará por reformulação e terá estrutura mais enxuta a partir de janeiro de 2019.

Sem consenso sobre quem deve comandar a importante secretaria – uma das últimas que ainda não tiveram anúncio confirmado pelo governador eleito –, os partidos aliados prometem investidas até a quinta-feira (13/12), quando deve ser sacramentado quem ficará responsável pelos programas sociais do GDF.

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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