Pandemia leva casa de festas a vender flores e ajudar produtores locais

Ideia do novo delivery partiu da Villa Giardini, que pretende dar fôlego aos floristas com propostas que incluam plantas nativas do cerrado

atualizado 16/07/2020 15:11

Gabriel Ribeiro / Divulgação

Se há empresários da área de eventos que tentam se reinventar durante a pandemia, há também outros que decidiram ajudar quem está assistindo os negócios serem enterrados pelo efeito cruel do novo coronavírus. Conhecida pelos imponentes eventos que recebe, a Villa Giardini, localizada no Setor de Mansões do Lago Norte, passou a oferecer o serviço de delivery de flores e de arranjos como forma de dar um fôlego a mais aos produtores locais.

Com a proibição de eventos sociais, dentre várias atividades, o mercado das flores foi um dos diretamente impactados pela quarentena. Com isso, os pequenos produtores permaneceram plantando, mas têm descartado, semanalmente, uma enorme quantidade de flores, o que aumentou a preocupação com a saúde dos negócios, muitas vezes familiares.

“A solução que encontramos foi continuar consumindo flores semanalmente como sempre, produzindo buquês e arranjos florais e disponibilizando para as pessoas comprarem, e assim contribuindo mesmo que em pequena escala, com a cadeia produtiva de flores e plantas no cenário nacional, além de alegrar e colorir as casas das pessoas”, explica Cauê Giardini, arquiteto e filho dos proprietários do local.

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Produtores locais

A floricultura online foi batizada de Atelier Giardini, espécie de reinvenção da Villa Giardini em meio a pandemia, para disponibilizar a conhecida produção floral dos eventos para o público local e com entrega em domicílio.

“Sem eventos para realizar durante a quarentena, não há compra de flores no volume habitual, gerando uma instabilidade muito grande nesse setor e que afeta muito além da vida dos pequenos produtores de plantas e flores, mas põe em xeque também a realização destes eventos no futuro. Sem o giro no mercado, os produtores começam a parar de semear nas lavouras, e sem semeadura agora, não haverá colheita daqui a três ou quando meses, quando é estimado que o segmento retorne às atividades”, explicou.

Para direcionar o apoio aos produtores locais, os arranjos destacam em suas composições algumas espécies exóticas nativas do cerrado, tudo produzido e manipulado com os cuidados exigidos e dentro das orientações de autoridades sanitárias, seguindo todos os protocolos de sanitização e controle para evitar a propagação do Sars-Cov-2.

“Apostamos nas flores para levar alegria e carinho a quem amamos. Durante um período de tantas incertezas e medo, em que muitas famílias e amigos estão separadas e impedidas de se encontrar, as flores podem trazer uma centelha de esperança e um gesto de carinho”, finaliza o arquiteto.

 

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