Pai de Bernardo escreveu antes do crime: “Você me põe para cima”

Servidor que confessou assassinato do próprio filho de 1 ano e 11 meses costumava fazer declarações para o bebê no Facebook

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atualizado 04/12/2019 16:20

Antes de matar o próprio filho, de apenas 1 ano e 11 meses, com medicamentos controlados, o agente de estação do Metrô-DF Paulo Roberto de Caldas Osório, 45 anos, publicava nas redes sociais uma série de declarações para o pequeno Bernardo.

Em sua conta pessoal do Facebook, o assassino confesso publicou ao menos duas imagens em homenagem ao bebê. “Pai, eu adoro quando você me põe pra cima. – Ah, se você soubesse que quem me põe para cima é você”, postou com uma imagem de um pai segurando o filho no alto. O material foi publicado no dia 16 de outubro.

Também sobre a vítima, Osório reproduziu uma figura com os dizeres: “Ensina teu filho a dizer a verdade e assumir os próprios erros. Quer deixar algo para o mundo? Deixe um filho responsável e honesto”, registrou o criminoso no dia 6 de novembro.

Em outras publicações, o servidor público local também dava sinais de revolta. “Uma coisa eu falo para vocês: nunca queira ver o lado ruim de uma pessoa boa”, registrou ele no dia 21 de outubro, também no Facebook.

Após a divulgação do crime, a conta de Paulo Osório passou a ser atacada pela indignação de internautas: “Maldito assassino”, escreveu uma mulher.

Assassinato

Paulo Roberto de Caldas Osório, 45 anos, confessou ter matado o próprio filho Bernardo em depoimento à Polícia Civil do DF. O funcionário do Metrô disse que a ideia inicial era “dar um susto” na ex-mulher, Tatiana da Silva, e na mãe dela. Segundo ele, as duas dificultavam o acesso ao menino.

O plano era fazer uma viagem com o garoto. Para isso, dissolveu comprimidos de medicamento controlado que tomava e misturou ao suco da criança. A bebida foi dada ao filho após a saída da escola, na sexta-feira (29/11/2019). O objetivo era que ele dormisse durante o trajeto até Minas Gerais.

A criança, porém, teria passado mal, vomitado e, depois, morrido. Demonstrando raiva e frieza, Osório deu detalhes, nesta quarta-feira (04/12/2019), de como o matou. Ele relatou que deu medicamentos controlados para a criança e jogou o corpo às margens da BR-020, a cerca de 600 km de Brasília. “Agora é só um corpo. Passei e não vi ninguém na rua, joguei no mato e saí”, confessou.

 

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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