Na Câmara, deputada petista pede a prisão de Sergio Moro e Dallagnol

Erika Kokay citou Lula e disse que se trata de "assegurar a liberdade de quem deveria estar livre e a prisão de quem deveria estar preso"

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 10/09/2019 18:18

A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) sugeriu, nesta terça-feira (10/09/2019), a prisão do ministro da Justiça, Sergio Moro, e do coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR), Deltan Dallagnol. A declaração ocorreu durante audiência pública da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados sobre possíveis irregularidades ocorridas no decorrer das investigações.

Após pedir primeiramente o afastamento de Moro e de Dallagnol, Kokay foi além e comparou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a liberdade dos integrantes da Lava-Jato. “Devemos ter uma determinação de buscarmos as investigações: o afastamento imediato do senhor Dallagnol e o afastamento de Moro. E eu concluo fazendo minhas as palavras do [ex-presidente Lula]: ‘Eu estou aqui e os canalhas estão livres’. O que se trata neste momento é assegurar a liberdade de quem deveria estar livre e a prisão de quem deveria estar preso”, insistiu.

No conta oficial do Twitter, a própria deputada divulgou um vídeo pedindo a prisão do ministro e do procurador federal. Veja o post:

Audiência

Um dos jornalistas responsáveis pelas matérias divulgadas pelo site The Intercept Brasil, Leandro Demori, disse aos deputados presentes na oitiva desta terça-feira que é “assustador” o fato de que, após a divulgação de tantas mensagens pela chamada “Vazajato”, nenhuma autoridade tenha iniciado alguma ação em relação aos procedimentos de membros da Força Tarefa da Lava-Jato. Para a reunião parlamentar, Deltan Dallagnol também havia sido convidado, mas não compareceu.

Vazajato foi o nome dado pelo Intercept e por outros oito veículos de comunicação à série de reportagens sobre a interceptação de mensagens de celulares trocadas entre procuradores da operação e também com o ex-juiz e hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Com informações da Agência Câmara

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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