José de Abreu é condenado a pagar R$ 20 mil a Hospital Albert Einstein

Ator insinuou que a instituição teria apoiado o atentado contra o então candidato e hoje presidente Jair Bolsonaro (PSL)

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atualizado 07/07/2019 11:38

Conhecido pelo posicionamento político nas redes sociais e por ter se autoproclamado presidente do Brasil, o ator José de Abreu terá de indenizar em R$ 20 mil o Hospital Albert Einstein por danos morais. A condenação aconteceu após o artista escrever no Twitter que grupo da unidade de saúde teria apoiado o atentado contra o então candidato e hoje presidente Jair Bolsonaro (PSL). A informação é da colunista Mônica Bérgamo, da Folha de S.Paulo.

“Teremos um governo repressor, cuja eleição foi decidida numa facada elaborada pelo Mossad, com apoio do Hospital Albert Einstein, comprovada pela vinda do PM israelense, o fascista matador e corruptor Bibi [Netanyahu, primeiro-ministro de Israel]”, disparou o ator. “A união entre a igreja evangélica e o governo israelense vai dar m*”, finalizou. O tuíte foi postado em 1º de janeiro de 2019, no mesmo dia em que Bolsonaro tomava posse como mandatário da República. O texto, contudo, foi excluído momentos depois de publicado.

Ao tomar conhecimento do conteúdo da mensagem, o hospital ressaltou, em nota, que a acusação era “grave, insultuosa e infundada”.

À colunista, José de Abreu garantiu que deve recorrer “até o Supremo Tribunal Federal”, em nome da liberdade de expressão. “A ideia da sentença é provocar uma autocensura? Onde fica e quem decide o limite da minha liberdade?”, disse ao jornal. “Quero avisar aos advogados do Hospital Albert Einstein (que ainda não sabem) que eles ganharam a causa. O processo mais rápido da história!”, ironizou o artista no Twitter. O ator está no ar, atualmente, na novela A Dona de Pedaço.

Veja a publicação do ator:


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SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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