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A reunião do PDT que vai definir se a legenda se mantém ou não no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB) só começa às 19h desta terça-feira (10/10). Mas, em um encontro no início da tarde, o presidente do partido, Georges Michel, e o chefe do Legislativo local, Joe Valle, informaram ao governador que a tendência da sigla é colocar os cargos à disposição e declarar independência da atual gestão do GDF.

“Confirmada a decisão, pedimos que ela não seja levada para o lado pessoal. Não queremos que isso gere uma crise política”, disse Joe Valle, após o encontro que ocorreu no Palácio do Buriti. O desembarque do PDT do governo é praticamente certo. O que não se sabe, ainda, é qual será o tom do discurso de despedida: ácido ou doce.

Entre aqueles que são contra a ruptura brusca, estão o presidente do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi, que namora uma aliança com o PSB para a disputa da Presidência da República, em 2018. A ideia seria compor uma chapa com o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT). Para o líder do partido, um movimento abrupto no DF poderia prejudicar as conversas na esfera nacional.

Na ala que gostaria de fincar bandeira na oposição está o distrital Reginaldo Veras (PDT). Ele lidera o movimento que defende a entrega imediata dos cargos. Avesso à ideia de declarar apenas independência, Veras foi um dos mais atingidos pelo corte dos cargos ligados ao PDT que Rollemberg promoveu às vésperas da votação da reforma da Previdência.

Para o pedetista, a declaração de independência nada mais é que uma cortina de fumaça. “Trata-se daquela coisa: eu finjo que saio e você finge que nós rompemos. Como o partido dá muita liberdade para nos posicionarmos como acharmos melhor nas votações, manterei minha posição de oposição mesmo que a legenda decida não deixar o governo”, declarou Veras.

 

Rodrigo RollembergPDTJoe Valle
 


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