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O deputado federal Izalci Lucas será reconduzido à presidência do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no Distrito Federal. E deve ser o candidato da legenda para disputar o Palácio do Buriti em outubro. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (15/3) à coluna pelo também deputado federal e secretário-geral da Executiva nacional da sigla, Marcus Pestana (MG).

“Izalci tem uma grande liderança na cidade e apoio de toda a bancada do PSDB no Congresso Nacional. Ele será reconduzido ao comando da legenda no DF e é o nosso candidato [ao GDF]”, declarou Pestana.

O secretário nacional do PSDB não soube precisar por quanto tempo o mandato de Izalci no PSDB-DF será renovado. A proposta é que a gestão do tucano se estenda por mais 120 dias, antes portanto das convenções partidárias, que serão realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto, segundo calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Embora Pestana já fale do correligionário como pré-candidato ao Governo do DF, a questão não está 100% decidida. Izalci terá liberdade para escolher se quer concorrer a um cargo majoritário (Senado e GDF) ou proporcional (Câmara federal).

O próprio Izalci despista na hora de comentar a possibilidade de disputar o GDF. “Minha candidatura não é intransigente assim. Estamos conversando com todos os partidos aliados e vamos escolher o melhor nome, sem que meu nome seja imposto. Não farei uma candidatura isolada”, afirmou.

Segundo Izalci, o que está definido é que a decisão nacional da sigla coloca um ponto final na disputa interna do PSDB – rachado entre aliados e opositores do atual governador, e afasta o partido do projeto de reeleição de Rodrigo Rollemberg (PSB).

A decisão descarta completamente uma aliança com Rollemberg. Não tenho condições de fazer nenhum tipo de aproximação com essa gestão. É caótica"
Izalci Lucas, presidente do PSDB-DF

Com o PSB fora do baralho, Izalci tentará pacificar o partido, inclusive com a reaproximação de lideranças históricas da legenda. “Quero todos de volta para que possamos fazer um belo palanque para o [Geraldo] Alckmin em Brasília”, disse, referindo-se ao governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República.

Judicialização
A vitória do deputado federal, contudo, não vai desmobilizar os rivais dentro da legenda. Ex-presidente regional do PSDB e líder do grupo opositor ao comando de Izalci, Márcio Machado alertou que a decisão da Executiva nacional fere recente entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Machado se refere à consulta feita em 20 de fevereiro à Corte pelo Partido Social Democrático (PSD). Após uma alteração na lei, em outubro de 2017, os diretórios regionais passaram a ter autonomia para definir as regras internas sobre vigência de comando eleito ou indicado.

Pela antiga regra, as siglas funcionavam em regime de comando provisório por até 120 dias, salvo se o estatuto partidário estabelecesse outro prazo. Ao responder o pedido do PSD, o TSE sustentou que a liberdade não pode ser absoluta, e as siglas devem “garantir o regime democrático”.

“A intervenção do diretório nacional no colegiado regional é um retrocesso e prejudica as decisões internas do partido. Especialmente sendo o PSDB, que prega a social democracia mas tem feito intervenções no DF desde 2013. Dessa forma, há sete anos não existem eleições gerais na legenda, o que é muito grave. Essa situação pode gerar judicialização do processo”, declarou Márcio Machado.

Apesar da crítica, o tucano aprova a intenção de Izalci se reaproximar dos quadros históricos, como forma de dissipar as tensões internas da legenda no DF. “É interessante saber que ele está finalmente disposto a conversar com pessoas que historicamente têm liderança dentro do partido”, finalizou Machado.



 


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