Ibaneis vai ao Supremo contra União para nomear chefe do MPDFT
Ação direta de inconstitucionalidade foi protocolada sob justificativa de que órgão local é único do país que ainda é ligado à área federal

O governador Ibaneis Rocha (MDB) ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com ação direta de inconstitucionalidade (Adin) para retirar da União o poder de escolher e nomear o comando do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A decisão foi confirmada à coluna por integrantes do Palácio do Buriti nesta terça-feira (05/11/2019). O pedido foi apresentado em 31/10/2019, e aguarda distribuição para um relator.
A Adin foi protocolada após o MP ingressar na Justiça para questionar benefício concedido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) garantindo isenção de impostos a empresas em venda interestadual. A Novo Mundo, por exemplo, anunciou a abertura de um centro de distribuição de produtos comercializados pela loja virtual, o chamado e-commerce, no Distrito Federal, em razão do incentivo fiscal.
Em setembro, durante encontro com a bancada federal do Congresso Nacional, o assunto foi levado aos deputados federais com o objetivo de avaliar um instrumento legislativo para transferir o MPDFT da União para o GDF. A justificativa seria que, atualmente, é o único órgão de controle local ligado diretamente à área federal.
A peça argumenta que há “ausência de norma constitucional que confira ao presidente da República a prerrogativa de nomear o chefe do MPDFT e existe autonomia política do Distrito Federal para tratar dos assuntos locais, em paralelismo às demais unidades da Federação”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesProcurados pelo Metrópoles, os palácios do Buriti, do Planalto e a Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público disseram que não vão comentar o assunto.




