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A mansão no Lago Sul onde o senador Romário (Podemos-RJ) morou no Distrito Federal foi uma das atingidas pela desobstrução da Orla do Lago Paranoá. A “limpeza” da margem foi feita pela gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB), do antigo partido do tetracampeão mundial pela Seleção Brasileira.

A residência, que fica na QL 24, conjunto 9, próxima à Ponte JK, está desocupada há alguns meses. Interessados em comprá-la precisam desembolsar o equivalente a R$ 9,9 milhões, valor que pode ser negociado segundo a imobiliária responsável pelo local. Quem quiser morar no espaço, pode alugá-lo por R$ 35 mil mensais, mas com desconto de pontualidade cai para R$ 29,5 mil.

O imóvel foi reformado após o senador mudar de endereço.

O novo dono, porém, não irá desfrutar do píer e de boa parte da área verde da mansão. Os espaços foram demolidos pela Agência de Fiscalização do DF (Agefis). O píer, inclusive, gerou dores de cabeça ao senador, que não gostava de ver desconhecidos pescando no local.

 

Palco de festas para amigos e pessoas próximas, a antiga moradia de Romário também foi alvo de invasões em, pelo menos, duas oportunidades, nos anos de 2015 e 2016.

A reportagem tentou contato com a assessoria do parlamentar, mas até a última atualização desta reportagem não obteve retorno.

O ex-senador Valmir Amaral também teve a área construída de sua casa reduzida após a passagem dos tratores da Agefis. A residência, localizada na QL 8 do Lago Sul, foi alvo da operação de desobstrução da orla em agosto de 2016, quando parte da cerca do terreno que invadia área pública foi derrubada.



 


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