Câmara estuda criar protocolo único no país para combate a feminicídio

Proposta dos deputados federais é analisar, a partir desta terça-feira (25/06/2019), as políticas públicas adotadas pelos estados e DF

Michal Melo/MetrópolesMichal Melo/Metrópoles

atualizado 25/06/2019 17:54

A Comissão Externa de Combate à Violência contra a Mulher, da Câmara dos Deputados, quer mapear as políticas públicas que estão sendo realizadas nos estados e no Distrito Federal para inibir o aumento de ocorrências de agressões e feminicídios. Com a presença de secretários de Segurança Pública do Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e DF, os parlamentares pretendem mergulhar a fundo nas ações estratégicas regionais para combater crimes contra a mulher.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apenas em 2018, foram registrados 1.173 casos de feminicídio no país. No mesmo ano, 536 mulheres foram vítimas de agressão física por hora. No Distrito Federal, 15 mortes foram assinaladas pela Polícia Civil (PCDF) como assassinatos pelo fato de a vítima ser mulher. O valor representa quase 10% do total de registros no país.

“Vamos analisar os protocolos que cada região vem aplicando nos atendimentos dessas mulheres e, a partir daí, poderemos estudar os melhores modelos e sugerir um ‘protocolo’ para todo território brasileiro”, explicou a coordenadora da comissão, deputada Flávia Arruda (PL-DF).

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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