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Em meio ao crescente número de acusações contra o juiz recém-afastado da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) Roberto Caldas, o responsável pela defesa do magistrado, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, decidiu abandonar o caso nesta segunda-feira (14/5). A informação foi confirmada pelo advogado ao Metrópoles.

Por meio de nota, o criminalista justifica a decisão pelo fato de “ter um compromisso inadiável” no exterior. “Requer meu comprometimento e atenção, o que, por si só, já inviabilizaria a continuidade de atuação à altura que o caso do Roberto merece neste momento”, registrou.

Kakay diz ainda que assumiu o processo do “amigo Roberto Caldas, mesmo fora da minha área de atuação específica”, pois, segundo ele, “envolve direito de família, onde não atuo, ainda que imbricado com a área penal”. Para o agora ex-defensor do colega, atuar no caso específico foi “para atender a uma situação emergencial de um amigo a quem prezo e respeito”.

Em contato com a coluna, Kakay afirmou não saber o nome do novo profissional que assumirá a defesa do juiz afastado.

Desistência após novas acusações
A desistência do renomado advogado se dá coincidentemente após ao menos duas ex-empregadas do juiz afastado acusarem o ex-patrão de assédio sexual ocorrido enquanto prestavam serviços domésticos para a família de Roberto Caldas.

O caso se deu após a ex-mulher do acusado, a universitária Michella Marys, ter feito uma série de acusações contra o então companheiro, como a prática de violências nas mais variadas formas: verbal, psicológica e, inclusive, física.

Roberto Caldas chegou a ser cotado para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF), ainda na época do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A empreitada, contudo, foi fracassada.

A coluna tenta contato com Roberto Caldas desde o sábado (12/5), mas até a atualização deste texto, o juiz não havia retornado os pedidos.

Confira a íntegra da nota de Kakay:

Assumi inicialmente o caso do amigo Roberto Caldas, mesmo sendo fora da minha área de atuação específica, pois envolve direito de família, onde não atuo, ainda que imbricado com a área penal, para atender a uma situação emergencial de um amigo a quem prezo e respeito.

Em virtude de compromisso profissional inadiável, saio amanhã do Brasil, por um tempo, para participar de um importante processo no exterior, que requer meu comprometimento e atenção, o que, por si só, já inviabilizaria a continuidade de atuação à altura que o caso do Roberto merece neste momento.

Então aproveito para esclarecer que, cumprida esta fase inicial aguda, entendo concluída minha participação na defesa, da qual me afastarei a partir de agora.



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