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O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou nesta quarta-feira (4/7) processo disciplinar com pedido de cassação de mandato contra Laerte Bessa (PR). O parlamentar é acusado pela bancada do PSB de desferir um soco no subsecretário de Articulação do Governo do Distrito Federal, Edvaldo Dias da Silva. O político nega.

A agressão teria ocorrido após Silva apresentar um documento que ia de encontro a uma emenda defendida pelo deputado federal. É a terceira representação contra Bessa em menos de dois anos. “Não dei soco nenhum, todos viram. Apesar de que ele bem que merecia”, declarou o congressista ao Metrópoles.

De acordo com a representação, as vias de fato ocorreram após Bessa tentar estabelecer limites para a destinação do Fundo Constitucional do DF, priorizando as forças de segurança. À época, o GDF fez campanha contra e alegou que a mudança deixaria as áreas de Saúde e Educação desassistidas.

Com o impasse, segundo a representação, Bessa teria ido até a mesa do relator da comissão e rasgado o documento apresentado pelo GDF. A partir daí, o parlamentar passou a se desentender com o subsecretário, fato que teria gerado o confronto. O deputado federal é um dos principais opositores ao governo de Rodrigo Rollemberg (PSB) no Congresso.

 

Processos arquivados
Esta é a terceira representação que Laerte Bessa responde no Conselho de Ética da Casa. As outras duas foram arquivadas. Aliás, de todos os processos abertos pelo colegiado desde 2015, apenas um deles culminou na perda de mandato na Câmara. Em setembro de 2016, Eduardo Cunha (MDB) foi cassado após ser acusado de mentir acerca de contas no exterior.



 


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