Zozibini Tunzi é a quinta mulher negra coroada Miss Universo

Eleita para o reinado de 2020, a modelo fez história em Atlanta durante a premiação anual de beleza

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atualizado 10/12/2019 10:48

Nascida em Toslo, na África do Sul, Zozibini Tunzi foi coroada, aos 26 anos, como a Miss Universo 2019 na noite do último domingo (08/12/2019), em Atlanta, nos Estados Unidos. O momento em que a modelo recebe o adorno de cabeça feito de ouro e 1.770 diamantes foi histórico e emocionante. Tunzi também conquistou o marco de ser a quinta negra eleita nas 68 edições da competição internacional de beleza feminina. 

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Candidata pela África do Sul, Zozibini impressionou os juízes ao cruzar as passarelas com naturalidade e sorriso cativante, além dos looks referentes ao seu país de origem. Com ideais contra o racismo e igualdade de gênero, conquistou a coroa e fez um discurso empoderado

“Cresci num mundo onde uma mulher como eu, com o meu tipo de pele e cabelo, nunca foi considerada bonita”, disse a modelo durante discurso que antecedeu o resultado final da premiação de beleza. 

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Zozibini Tunzi foi eleita Miss Universo 2019 nesse domingo (08/12/2019)

 

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Para os looks na etapa final da premiação, a modelo usou criações da marca africana Biji – La Maison de Couture

 

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A label imprimiu a essência e o DNA da África do Sul nas peças

A modelo superou concorrentes de  89 países durante a competição. Uma das etapas foi a entrevista com as candidatas. Durante o questionamento sobre o aprendizado na juventude feminina, Zozibini enfatizou que a liderança é a coisa mais importante que as jovens devem compreender.    

“É algo que falta nas mulheres jovens há muito tempo, porque elas não buscavam. Mas, após a sociedade rotular como elas deveriam ser, a liderança passou a ser um desejo”, complementa.

Graduada em relações públicas e gerenciamento de imagens, a modelo trabalhou como estagiária no departamento de RP de Ogilvy Cape Town. Durante a carreira acadêmica, Tunzi também deu início aos concursos de beleza. Em 2015, a modelo conquistou o primeiro título ao ser eleita Miss Mamelodi Sundowns e, em 2017, foi semifinalista da Miss África do Sul.

Além da beleza física, personalidade, inteligência e outras habilidades são analisadas para concorrer ao título. Na segunda tentativa, Tunzi conquistou a faixa de Miss África do Sul, em 2019, em concurso realizado na capital, Pretória.

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A modelo Zozibini Tunzi foi premiada como Miss África do Sul em 2019

 

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Após duas tentativas, Tunzi foi coroada para o legado de 2019

 

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Zozibini Tunzi coleciona faixas e coroas de Miss em 2019

Ao ser eleita miss em seu país, Zozibini ganhou um carro novo e um apartamento mobiliado no bairro nobre de Sandton, em Joanesburgo, avaliado em aproximadamente R$ 5 milhões. Ela poderá morar no imóvel durante o seu reinado. 

Entre as 68 edições do concurso, apenas cinco vencedoras são negras. Janelle Commissiong foi eleita em 1977 como a primeira Miss Universo negra do mundo, após 25 anos de existência da premiação. Ela representou Trinidad e Tobago.  

Nascida na Califórnia, Chelsi Smith foi eleita Miss Universo em 1995 na cidade de Windhoek, na Namíbia. A modelo fez trabalhos para grandes marcas de moda e estreou como atriz em séries de televisão. Também gravou um single que integrou a trilha sonora do longa-metragem Tudo Pra Ficar com Ele.  

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Janelle Commissiong foi eleita Miss Universo em 1977

 

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A californiana Chelsi Smith recebeu o título de mais bela em 1995

Três anos depois, em 1998, Wendy Fitzwilliam foi eleita Miss Universo. Representando Trinidad e Tobago, a advogada derrotou candidatas de 80 países.  

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Wendy Fitzwilliam foi Miss Universo em 1998 e usou a mesma coroa de Chelsi Smith 

 

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Em 2011, a angolona Leila Lopes foi coroada Miss Universo em premiação feita em São Paulo

 Em 2011, a angolana Leila Lopes deu continuidade ao time de mulheres negras eleitas pelo concurso. Em solo tupiniquim, a modelo recebeu a coroa e foi considerada a mais bela do mundo na ocasião. 

“Os racistas devem procurar ajuda, porque não é normal uma pessoa pensar assim no século 21. Qualquer tipo de preconceito não tem fundamento”, exclamou Leila, à época. 

 

Colaborou Sabrina Pessoa 

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