Cruise 2020: Virginie Viard estreia como diretora criativa da Chanel

As grifes Prada e Dior também já apresentaram as coleções da temporada resort

Bertrand Rindoff Petroff/Getty ImagesBertrand Rindoff Petroff/Getty Images

atualizado 03/05/2019 18:31

As coleções cruise são uma espécie de respiro entre as temporadas de outono/inverno e de primavera/verão. Neste período do ano, as marcas apresentam as tendências para 2020, que incluem formas desconstruídas e a busca pela valorização do handmade.

A Chanel, pioneira do conceito, passa por um momento de mudanças. O desfile marcou a estreia de Viginie Viard como diretora criativa da marca após a morte de Karl Lagerfeld. Já o cruise da Dior foi inspirado na cultura africana e usou técnicas tradicionais de profissionais locais, enquanto o resort da Prada teve foco na simplicidade e no conforto.

Vem comigo!

 

Chanel
A primeira coleção da Chanel desenvolvida inteiramente por Viginie Viard inclui um mix de sentimentos. A expectativa é alta em cima da designer, pois há receio em relação à continuidade do DNA da grife. Apesar de Virginie ter trabalhado ao lado de Lagerfeld desde 1987, é inevitável que ela imprima a própria identidade nas criações.

Na coleção de Cruise 2020, a estilista apostou em uma cartela de cores interessante, com tons de lilás, azul, rosa e vermelho. Também manteve peças clássicas da Chanel, como blazers de tweed e itens acinturados. No entanto, pecou ao ousar nas modelagens e nas proporções, saindo um pouco da linha clássica da grife.

O icônico Grand Palais – edifício queridinho da label – foi usado como cenário mais uma vez. Ao transformar o local em uma estação de trem, a passarela contrastou com os trilhos e a estrutura rústica. A inspiração saiu da paixão de Gabrielle Chanel pelas plataformas francesas.

Destaque para as bolsas, que apareceram em total sintonia com o cenário escolhido. Um dos modelos apresentados remete a um semáforo de trem. Outros itens trazem bolsos externos de tamanhos variados, além de misturas de tonalidades interessantes.

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Ao que tudo indica, Virginie Viard vai apostar em uma era mais moderna para a Chanel

 

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Proporções arriscadas no desfile da tradicional grife francesa

 

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Modelagem mais ampla

 

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Em Milão, o laço foi revisitado em várias passarelas. Porém, aqui, o adorno não funcionou

 

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Fluidez na Chanel

 

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Uma pegada mais jovial invade a marca

 

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O lilás foi um dos destaques do desfile

 

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A estilista pretende dar uma nova identidade a códigos clássicos da grife

 

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Aqui, um look monocromático e desconstruído

 

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Gola alta e botas contemporâneas no visual romântico

 

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A bolsa, que remete a um semáforo de trem, ganha detalhes brilhosos na lateral e na alça

 

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Clutch/pasta com bolsos desuniformes

 

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Cores fortes nos acessórios

 

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Virginie Viard assumiu o comando da Chanel depois que Lagerfeld morreu

 

Prada
O Resort 2020 da Prada foi apresentado na Piano Factory, onde fica a sede da grife em Nova York, localizada na região de midtown Manhattan. A ideia de Miuccia Prada foi propor um contraste entre o imediatismo do mundo atual e a busca por mais intimidade e conforto.

A designer italiana escolheu texturas limpas, com tecidos em algodão, couro e camurça. O trabalho manual entrou com tricô e bordados. Para completar a simplicidade, uma dose de ousadia: a coleção inclui misturas de estampas e sobreposições.

Entre as peças, estão trench coats amplos, blazers com botões grandes, saias soltas e conjuntinhos oversized. A pegada utilitária em itens de alfaiataria é a grande aposta da vez.

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Listras e composições em xadrez foram mescladas

 

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As tonalidades se complementam

 

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Aqui, a saia ganha uma espécie de suspensório reinventado

 

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O cachecol com aspecto tridimensional foi uma aposta em diferentes looks

 

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Modelagem reta e atual

 

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Pegada utilitária: estiloso e cool!

 

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As sobreposições chamaram atenção na passarela da Prada

 

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Miuccia apostou em composições comfy

 

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Mesmo os materiais menos leves ganham um aspecto casual

 

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Alfaiataria desconstruída e utilitária

 

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Visual leve e básico

 

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Aqui, um fundo foi construído com as mangas por baixo e meias

 

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Neste look, o sapato rouba a cena

 

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As estampas se harmonizam em uma proposta inusitada

 

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Miuccia Prada na passarela

 

Dior
Desde que assumiu o comando criativo da Dior, em 2016, Maria Grazia Chiuri traz uma pegada intensa e até ideológica para a grife. Para o Cruise 2020, a designer italiana decidiu não só homenagear a cultura do Marrocos mas também inseri-la no processo de produção.

Com curadoria da antropóloga especialista em moda africana Anne Grossfilley e apoio de instituições locais, Chiuri convidou artesãos da região para colaborar com estampas, tecidos e acessórios. O local de desfile também não poderia ser outro: o palácio El Badi, monumento histórico de Marraquexe.

Não fica por aí: o wax – uma espécie de tecido estampado em cera – ganhou desenhos de cartas de tarô. Para compor a ideia, a coleção inclui ainda uma colaboração de Pathé’O, o alfaiate preferido de Nelson Mandela. Nos detalhes, destaque para as rendas e os bordados delicados.

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Capa com franjas e cores que fazem um tímido degradê

 

 Pascal Le Segretain/Getty Images for Dior
Look sóbrio e monocromático

 

 Pascal Le Segretain/Getty Images for Dior
Rendas delicadas no visual

 

 Pascal Le Segretain/Getty Images for Dior
Franjas na barra da camisa

 

 Pascal Le Segretain/Getty Images for Dior
Constaste entre o vestido exuberante e a sandália básica. Vale reparar nos bordados

 

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Aqui, o laço foi colocado na diagonal

 

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Cintilância na passarela da Dior

 

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A rasteira quebra um pouco a vibe forte da composição

 

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Tomara que caia com textura

 

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A designer brincou com a transparência

 

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O cenário foi marcante: fogo intensificou o clima

 

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Maria Grazia Chiuri em Marraquexe

 

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Colaborou Rebeca Ligabue

SOBRE O AUTOR
Ilca Maria Estevão

Bacharel em psicologia pela Universidade Georgetown, em Washington D.C. (EUA). É apaixonada por moda e acompanha toda movimentação no universo fashion.

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