"Coronavoucher" movimenta comércio de vestuário, mas setor segue instável
Abit estima que uma média de 5% a 6% do valor pago pelo Governo Federal para auxílio emergencial está sendo destinada a roupas

Em tempos de crise financeira devido à Covid-19, provocada pela pausa de diversas atividades econômicas, o auxílio emergencial, conhecido como “coronavoucher”, foi concedido para beneficiar famílias e autônomos. Um balanço feito pela Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) estima que uma média de 5% a 6% do valor liberado pelo Governo Federal pode ter sido aplicada no consumo de vestuário.
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A quinta parcela do auxílio foi agendada para pagamento no mês de agosto. Na segunda-feira (17/8), a Caixa Econômica Federal disponibilizou o “coronavoucher” para 3,9 milhões de brasileiros nascidos em setembro. Ao todo, R$ 50 bilhões foram liberados mensalmente desde abril. De acordo com o levantamento da Abit, até 6% dessa quantia está sendo revertida ao setor da moda.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDepois de apresentar os números do mercado no primeiro semestre de 2020, Paulo Pimentel, presidente da associação, destacou que o auxílio tem colaborado com a retomada da indústria, após queda nos meses anteriores. No entanto, enfatizou que o cenário ainda é instável e que a recuperação permanece incerta.
“Vivemos um momento desafiador para o setor têxtil e de confecção. As atividades caíram muito, mas entramos em um patamar de menor queda com sinais de retomada gradual. Esperamos ter notícias mais positivas em relação à pandemia”, pontuou Pimentel durante coletiva de imprensa.



De acordo com a entidade, a indústria têxtil e de confecção começou a ser atingida no início do ano. Isso culminou nos resultados negativos do primeiro semestre. A produção caiu 22%, em comparação ao ano passado. As importações recuaram em 23,75%, assim como as exportações, que diminuíram 8,44%.
Outro grande impacto nos primeiros seis meses se deu nos postos de trabalho, com corte de mais de 70,9 mil cargos. As contratações, por sua vez, mantiveram a média de 2019, com aproximadamente 12 mil novos funcionários.




Durante a coletiva, Pimentel enfatizou que datas comerciais podem ajudar na recuperação do segmento. Em novembro, em função da antecipação do 13º salário, observou-se aumento na faixa de 15% a 25% nas vendas, segundo a Abit. “A expectativa é ter um Natal muito próximo ao de 2019. Um pouco mais, ou um pouco menos, desde que não tenha sobressalto no caminho”, estimou o presidente da associação.
Colaborou Sabrina Pessoa





