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Dona Weslian Roriz (PMN) fez história ao assumir, em 2010, o lugar do marido na candidatura ao Governo do Distrito Federal. Oito anos depois, ela pode voltar a brilhar no horário eleitoral, onde marcou época. A família cogita lançá-la ao Senado. Não é um delírio. Com pouquíssimos dias de campanha, ela conseguiu, naquela ocasião, levar a disputa ao segundo turno, reunindo um terço dos votos válidos. Agnelo Queiroz (PT) acabou vencendo.

Com o marido muito doente, dona Weslian, que não descuida de Roriz nenhum minuto, pouco poderia se entregar à campanha majoritária. Na verdade, tem resistido. Mesmo assim, a filha do meio, Jaqueline, acha que existem boas possibilidades para convencer a mãe.

Viável ou não, esse é o discurso que a ex-deputada federal tem usado para atrair possíveis aliados. A chapa dos sonhos de Jaqueline tem seu filho Joaquim Neto como candidato a deputado federal, a mãe ao Senado e Eliana Pedrosa encabeçando a aliança. Hélio José e José Edmar também entrariam na composição.

Como vice-presidente do PMN-DF, Jaqueline é quem tem atuado em nome da família nas negociações políticas às vésperas do fim do prazo de filiações partidárias.

Embora empenhada no processo, ela não pode avançar dos bastidores. Foi condenada no episódio da Caixa de Pandora e, segundo a lei, é uma ficha-suja, impedida de concorrer em 2018. A caçula, Liliane, também foi condenada em segunda instância – nesse caso, por compra de votos.

Mais uma vez, vai sobrar para os neófitos do clã representar o sobrenome nas urnas. Que comece o media training.



 


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