Policiais e bombeiros do DF receberão salário com reajuste em 7 de julho

Na data, serão depositados os valores referentes à folha de pagamento de junho, primeiro mês em que será rodada com o aumento

atualizado 28/05/2020 8:51

Após anos de espera – e de embates – o salário com reajuste cairá na conta de bombeiros, policiais civis e militares do Distrito Federal no dia 7 de julho. A data corresponde ao dia quinto dia útil, limite para o depósito do pagamento referente a junho – primeiro mês em que a folha será rodada com os novos valores.

A medida provisória assinada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), concede o aumento para as forças militares do Distrito Federal a partir de 1 de janeiro. Ou seja, o Governo do Distrito Federal (GDF) terá que pagar os valores relativos aos meses de janeiro, fevereiro, março e abril. A forma como os retroativos serão quitados, no entanto, ainda está em discussão.

Veja como estão os vencimentos dos membros das forças locais de segurança e como ficarão na nova configuração, segundo a MP 971:

Polícia Civil (*)

  • Agentes de polícia e penitenciário/escrivão/papiloscopista: variam entre R$ 8.698,78 e R$ 13.751,51 –  vão passar a girar entre R$ 9.394,68 e R$ 14.851,63.
  • Peritos criminal e legista: oscilam entre R$ 16.830,85 e R$ 22.805,00 – serão entre R$ 18.177,32 e R$ 24.629,40.
  • Delegados: hoje vão de R$ 16.830,85 a R$ 22.805,00 – passarão a variar de R$ 18.177,32 a R$ 24.629,40.

(*) Valores variáveis, pois dependem das progressões nas carreiras

Militares – bombeiros e PMs (*)

  • Soldado: R$ 1.488,95 – passará a R$ 1.873,69
  • Coronel: R$ 7.279,17 – chegará a R$ 9.098,96

(Variações de acordo com a hierarquia militar)

Impacto total previsto com a recomposição: R$ 505 milhões por ano.

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Como mostrou o Metrópoles, Bolsonaro encaminhou ao Congresso Nacional a medida provisória que garante o aumento das forças distritais de segurança nessa quarta-feira (27/05). A Mensagem nº 299, com a MP nº 971, está com a data de assinatura do documento, de 26 de maio.

Bolsonaro assinou o documento no gabinete presidencial, no Palácio do Planalto, na presença do vice-governador do DF, Paco Britto (Avante), e do secretário de Segurança local, Anderson Torres, além do senador Izalci Lucas (PSDB-DF) e do ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), que atuaram nas negociações pró-recomposição dos vencimentos das forças de segurança distritais. Também participaram da solenidade, a deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF) e o presidente do Senado, Davi alcolumbre (DEM-AP).

Com a assinatura, o texto passa a entrar em vigor, mas ainda depende da validação de deputados e senadores, o que deve ser feito em até 90 dias.

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