Ibaneis Rocha: “O governo está preparado para enfrentar a pandemia e o retorno das atividades no DF”

O governador do DF afirmou à coluna que dados oficiais apontam para o pico da doença e estima que, nos próximos dias, a tendência é de queda

atualizado 14/07/2020 15:20

Governador de Brasília Ibaneis Rocha GDF durante evento Buriti Myke Sena/ Especial Metrópoles

O governador Ibaneis Rocha (MDB) reafirmou que, do ponto de vista do poder público, o Distrito Federal está preparado para a retomada das atividades não essenciais, mesmo diante do aumento da incidência de contaminação pelo coronavírus.

A partir desta quarta-feira (15/7), bares e restaurantes da capital federal estão autorizados a abrir as portas. O retorno das aulas nas escolas públicas está previsto para ocorrer, de forma mista, a partir do próximo dia 3.

Segundo o governador afirmou à coluna, o GDF trabalha pautado por dados técnicos. As informações oficiais dão conta de que o DF atingiu o pico da pandemia e a tendência é que, no prazo de 10 dias, os números de mortes por contaminação da Covid-19 comecem a baixar.

“Em termos de estrutura para atender os doentes, reafirmo que estamos preparados. O pico da doença era esperado e nós estamos atravessando este momento. Estamos fazendo a nossa parte, mas é fundamental que os cidadãos também se conscientizem, que usem as máscaras, que se protejam por meio da higienização das mãos. Os estudos têm demonstrado que as máscaras podem evitar até 40% dos casos de contaminação”, recomendou Ibaneis.

Entre a primeira semana de junho e a primeira semana de julho, houve um aumento de 135% nos casos de mortes decorrentes das complicações por coronavírus no Distrito Federal. Na segunda quinzena do mês passado, os números de óbitos chegaram a ficar estáveis de uma semana para a outra, mas, recentemente, os casos voltaram a subir, saltando de 134 registros de mortes para 200 no prazo de sete dias. Ao todo, morreram 877 pessoas no DF desde o início da pandemia.

Ainda sobre a decisão de o Executivo de manter o cronograma de abertura das atividades não essenciais apesar do número crescente de contaminados, Ibaneis citou a situação de desalento de centenas de comerciantes que não estão conseguindo manter seus negócios em meio às consequências econômicas da pandemia.

“Vivemos numa cidade em que boa parte é formada por servidores públicos, que têm seus meios de sobrevivência mantidos. Mas, para a outra parte, a pandemia trouxe uma situação incontornável, que é este massacre da economia. Eu preciso governar para essas duas metades, com responsabilidade de garantir que todos tenham acesso a tratamento de saúde quando necessário”, afirmou Ibaneis.

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