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Deflagrada nesta terça-feira (7/8), a Operação (12:26) colocou o gabinete do deputado distrital Rodrigo Delmasso no epicentro das investigações de um suposto esquema de tráfico de influência envolvendo a cúpula do Palácio do Buriti. Dos seis alvos da força-tarefa, dois já foram lotados no escritório do político na Câmara Legislativa (CLDF).

O distrital reagiu afirmando estar “perplexo” e ressaltou que Luiz Fernando Messina já havia deixado sua equipe – o outro investigado, Hermano Gonçalves de Souza Carvalho, foi exonerado por Delmasso nesta terça (7).

No entanto, a filha de Messina, Ana Beatriz Fraga Messina, continua lotada no gabinete do distrital. Ela assumiu o posto do pai uma semana depois da saída dele. Desde o dia 14 de maio deste ano, Ana ocupa o posto de assessora especial e recebe R$ 18.820,73 por mês.

“Avaliei o currículo dela, que só foi aceita após entrevista”, afirmou Delmasso, completando: “Não posso controlar o que as pessoas fazem fora o trabalho”.

Luiz Fernando Messina foi subsecretário de Transportes no governo de Agnelo Queiroz (PT). Próximo ao coração de um suposto esquema de fraude em licitações investigado pela CPI dos Transportes, Messina acabou sendo chamado a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Legislativa.

O filho do ex-subsecretário era casado com a neta de Nagil El Hage, dono do Hospital Home. A unidade de saúde é citada no escândalo investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), que apuram suposto favorecimento em pagamento de dívidas pela Secretaria de Saúde a hospitais particulares e de ilegalidades em contratos firmados pela Casa Civil.

As investigações mostram que, em 2015, teria sido paga a quantia de R$ 1 milhão “a título indenizatório e sem cobertura contratual” ao Hospital Home. A instituição nega qualquer irregularidade.

Exoneração
Segundo Delmasso, a assessora pediu demissão nesta quarta-feira (8). “A nomeação de Ana Beatriz ocorreu muito antes da operação, em maio, e só tomamos o conhecimento da investigação por meio da imprensa. Ela foi nomeada uma semana após a exoneração do Luiz Messina e trabalhava todos os dias na CLDF exercendo a função de assessora jurídica”, diz o distrital.

Messina e a filha não foram localizados pela reportagem para comentar o assunto.