Chance de aumentos que podem dobrar contracheques anima PMs

Representantes da corporação tentam garantir paridade com reajuste da PCDF e trabalham para melhorar salários na reforma da Previdência

atualizado 10/10/2019 17:56

As declarações do presidente Jair Bolsonaro (PSL) sobre sua decisão de vincular eventual reajuste de salários à Polícia Civil a aumento para os militares alvoroçaram as corporações. Os policiais civis ficaram indignados. Sustentam que estão com salários defasados há 10 anos. Já os militares comemoraram o apoio palaciano à causa.

A satisfação tem repercutido muito em grupos de WhatsApp mantidos pelos PMs e bombeiros, principalmente porque há entendimento de que o reajuste possa vir em duas frentes. Uma delas, a paridade anunciada por Bolsonaro: de 37%.

A outra tramita no Congresso, no bojo da reforma da Previdência dos militares. Emenda apresentada pela deputada federal Celina Leão (PP-DF), a de número 20, prevê a equiparação do reajuste dos militares do DF com o das Forças Armadas.

A reforma da Previdência estabelece percentual de recomposição para as Forças Armadas. Estima-se que se os militares do DF tiverem os dois reajustes concomitantemente, os contracheques (contando, inclusive com benefícios, como auxílio-moradia) podem ser melhorados em até 98,53%, a depender da patente. Mesmo nas bases, os aumentos seriam expressivos, da ordem de, pelo menos, 41,19%.

Na primeira etapa, a votação na Câmara dos Deputados, a emenda número 20 foi rejeitada por inconstitucionalidade. Há ainda a possibilidade de que, no Senado, a decisão seja revertida. O senador Izalci Lucas (PSDB), que pleiteia a relatoria da matéria, atua nesse sentido.

O eventual acúmulo das duas medidas (aumento de 37% mais equiparação com as Forças Armadas) é um cenário improvável, justamente pelo impacto que trará em termos financeiros ao Fundo Constitucional do DF.

Não se trata de má-fé dos representantes da categoria. Sem a garantia de reajuste do presidente, que só foi anunciada nesta semana, os militares do DF tentaram assegurar aumento salarial no pacote da reforma da Previdência.

Mas somente a perspectiva dessa possibilidade animou a tropa. Veja mensagens trocadas em alguns dos grupos aos quais a coluna teve acesso.

SOBRE OS AUTORES
Lilian Tahan

Dirige desde setembro de 2015 o site de notícias Metrópoles. É formada em comunicação social pela Universidade de Brasília (UnB), com especialização em jornalismo digital e gestão de empresa de comunicação pela ISE Business School, instituição vinculada à Universidade de Navarra, na Espanha. Antes do Metrópoles, trabalhou por 12 anos no Correio Braziliense e dois anos na revista Veja Brasília. Ao longo da carreira, conquistou prestigiados prêmios de jornalismo, como Esso, Embratel, CNT, CNI, AMB, MPT, Engenho.

Maria Eugênia

Formou em jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub) em 1988. No Jornal de Brasília, chegou ao cargo de editora-chefe. Trabalhou também no Correio Braziliense, na Band News FM, e foi coordenadora-adjunta de Comunicação para a Copa do Mundo 2014, junto ao Governo do Distrito Federal (GDF).

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