Após incêndios e recall, Chevrolet volta a vender o Onix Plus 

Fogo em duas unidades do recém-lançado sedã foi provocado por falha em software do motor. A GM garante que o produto foi calibrado 

Foto: GM Mercosul/DivulgaçãoFoto: GM Mercosul/Divulgação

atualizado 17/11/2019 14:16

A General Motors pretendia identificar e resolver os problemas que destruíram em incêndios duas unidades do Onis Plux em 15 dias e voltar a comercializá-lo a partir desta segunda-feira (18). A ação foi tão rápida que até o que estavam prontos, estocados em fábrica, já foram ‘consertados’, digamos assim.

Por conta do feriado prolongado, diversas oficinas autorizadas da marca trabalharam em regime especial. O serviço pode ser agendado previamente e tem duração média de 30 minutos a uma hora.

Foto: GM Mercosul/Divulgação

A marca tinha um pouco mais de 19 mil unidades produzidas, com quase 90% em mãos para a atualização da calibração do software – que, diante de determinadas situações, trincava o motor e deixava vaz óleo quente sobre as demais peças e componentes do conjunto.

Dos 7,4 mil Onix Plus já com proprietários, devidamente emplacados e em uso, quase todos foram (ou estão) submetidos ao recall: pelo menos 99% foram contatados e avisados. Outras 7,6 mil estavam nos estoques das concessionárias.

Os engenheiros da GM orientam para que os consumidores que ainda não tenham feito o recall não usem, obviamente, o carro. Só após a atualização do software. E dizem também que o problema não afeta a versão com motor 1.0 de três cilindros aspirado – só os motores turbo.

O recall da GM foi motivado por vídeo circulando nas redes sociais que mostra um Onix Plus em chamas perto de Mirador, no Maranhão, em 30 de outubro. Há mais um porém: ainda no pátio da Chevrolet, em Gravataí (RS), outra unidade havia pegado fogo


Veículos envolvidos

Chevrolet Onix Plus modelo 2020

Números dos chassis
 LG100091 a LG139164

Data inicial e final de fabricação
29/4/2019 a 6/11/2019


 

SOBRE O AUTOR
Renato Ferraz

Pernambucano e jornalista desde 1988. Trabalhou em veículos como Diário de Pernambuco, no Recife; revista Veja, em Belo Horizonte; Correio Braziliense, em Brasília. Tem duas pós-graduações: uma pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais/Universidad de Navarra e outra pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Cobre o setor automobilístico há 15 anos.

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